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Trump e Rutte revelam plano militar para Ucrânia e ameaçam Rússia com tarifas

O presidente ucraniano Zelensky busca apoio militar para aumentar a capacidade de resposta do país

O presidente ucraniano Zelensky busca apoio militar para aumentar a capacidade de resposta do país - Imagem: Reprodução / X / @GlobeEyeNews
O presidente ucraniano Zelensky busca apoio militar para aumentar a capacidade de resposta do país - Imagem: Reprodução / X / @GlobeEyeNews

Gabriela Thier Publicado em 14/07/2025, às 16h16


Na última segunda-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em conjunto com Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), apresentou um plano estratégico para fornecer armamento à Ucrânia. Essa iniciativa visa fortalecer as defesas ucranianas frente à invasão russa, com a promessa de enviar mísseis e outros equipamentos militares. Durante a coletiva de imprensa, ambos os líderes enfatizaram a possibilidade de tarifas severas sobre a Rússia caso o governo de Vladimir Putin não se mostre disposto a encerrar o conflito.

A apresentação da proposta ocorreu em um contexto de crescente frustração de Trump com a postura do presidente russo, que tem demonstrado resistência em negociar um cessar-fogo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem reiteradamente solicitado apoio militar aos Estados Unidos e aos membros da Otan, buscando aumentar a capacidade de resposta do seu país.

De acordo com Trump, o fornecimento das armas será financiado pelos países aliados da Otan. Rutte destacou que uma quantidade significativa de armamentos, incluindo sistemas de mísseis, será enviada como parte de uma primeira fase desse esforço militar.

O presidente norte-americano informou que os equipamentos, entre eles um sistema avançado de mísseis Patriot, devem chegar ao território ucraniano em breve.

Além das medidas relacionadas ao armamento, Trump alertou sobre a implementação de "tarifas muito severas" sobre produtos russos se não houver progresso nas negociações dentro de um prazo de 50 dias. Nesse sentido, líderes do Congresso dos EUA estão elaborando um pacote abrangente de sanções direcionadas à Rússia.

Rutte fez um apelo direto ao presidente Putin, sugerindo que reconsiderasse sua posição em relação às negociações sobre a Ucrânia: "Se eu fosse Vladimir Putin hoje e estivesse ciente das suas intenções para os próximos 50 dias... Eu repensaria se não deveria levar as conversas sobre a Ucrânia mais a sério".

Historicamente relutante em adotar medidas punitivas contra Moscou, Trump expressou descontentamento após uma recente conversa telefônica com Putin, na qual percebeu que o líder russo parece disposto a prosseguir com a guerra.


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