Casa Branca reafirma a posição de Trump em meio a críticas de Lula sobre sua influência global e as tarifas comerciais

William Oliveira Publicado em 18/07/2025, às 12h46
Na quinta-feira (17), a Casa Branca divulgou uma nota afirmando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não está tentando ser o imperador do mundo”. A declaração foi feita pela porta-voz do governo, Karoline Leavitt, em resposta às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante entrevista à CNN Internacional, Lula afirmou que Trump foi eleito para governar os Estados Unidos, não o planeta. Ele disse que o Brasil está aberto ao diálogo, mas que não aceitará imposições.
Karoline Leavitt rebateu as declarações, descrevendo Trump como um “presidente forte” e um “líder do mundo livre”, reforçando a influência dos Estados Unidos no cenário global.
A respeito das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, a porta-voz citou problemas como falhas regulatórias, ausência de proteção à propriedade intelectual e normas ambientais consideradas frágeis, que, segundo ela, causam prejuízos a empresas e ao agronegócio norte-americano.
No início da semana, os Estados Unidos iniciaram uma investigação contra práticas comerciais do Brasil consideradas “injustas”, com foco no sistema de pagamentos Pix. A medida foi anunciada logo após Trump ameaçar aplicar uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras a partir de 1º de agosto.
A investigação pretende avaliar se o Pix gera desvantagens competitivas a empresas financeiras, especialmente bandeiras internacionais de cartões de crédito. Além disso, os EUA apontam preocupações com desmatamento, corrupção e o tratamento dado a grandes empresas de tecnologia no Brasil.
Diante da pressão, o governo brasileiro criou um comitê com representantes da indústria e de diversos setores econômicos para discutir alternativas e tentar reverter as tarifas impostas. Lula também acenou com o uso da Lei de Reciprocidade, que permite ao Brasil adotar medidas comerciais contra países que impuserem barreiras unilaterais. Com isso, o governo brasileiro poderia retaliar com taxações sobre produtos norte-americanos.
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