Presidente dos Estados Unidos desembarcou em Pequim acompanhado de empresários americanos para reuniões estratégicas com Xi Jinping em meio a tensões comerciais e geopolíticas.

Ana Beatriz Publicado em 13/05/2026, às 11h53
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Pequim para uma visita de Estado focada em discussões estratégicas com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio a tensões geopolíticas envolvendo comércio e conflitos no Oriente Médio.
Trump pretende abordar a abertura da economia chinesa e discutir a situação no Irã, enquanto a visita inclui a presença de CEOs de grandes empresas americanas, destacando a importância econômica da missão.
A China se mostrou disposta a cooperar e gerenciar diferenças diplomáticas, com analistas sugerindo que o encontro pode impactar as negociações econômicas globais e as tensões geopolíticas em várias regiões.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou em Pequim, capital da China, na madrugada desta quarta feira (13), para uma visita de Estado marcada por reuniões estratégicas com o presidente chinês, Xi Jinping. A agenda bilateral acontece em um momento de alta tensão geopolítica envolvendo comércio internacional, Oriente Médio e disputas territoriais na Ásia.
Antes de embarcar para a China, Trump afirmou que pretende pedir a Xi Jinping que “abra” a economia chinesa e declarou que terá uma “longa conversa” com o líder chinês sobre os conflitos no Oriente Médio, especialmente a situação envolvendo o Irã.
A visita oficial terá duração de dois dias e inclui encontros diplomáticos no Grande Salão do Povo, um dos principais símbolos políticos da China. Segundo a Casa Branca, Trump viajou acompanhado de CEOs de grandes empresas americanas, reforçando o foco econômico e comercial da missão.
Além das relações comerciais entre as duas maiores economias do planeta, os líderes devem discutir temas considerados sensíveis no cenário internacional. Entre eles estão a guerra envolvendo o Irã, as tensões militares na região do Indo Pacífico e a venda de armamentos dos Estados Unidos para Taiwan, ilha governada democraticamente e reivindicada pelo governo chinês.
Ao chegar ao país asiático, Trump foi recebido pelo vice presidente chinês, Han Zheng. De acordo com informações divulgadas pela Casa Branca, a cerimônia de recepção contou com a presença do embaixador americano David Perdue, do embaixador chinês Xie Feng, além de cerca de 300 jovens chineses, banda militar e guarda de honra.
Também nesta quarta feira, o Ministério das Relações Exteriores da China se pronunciou oficialmente sobre a visita do presidente americano. O porta voz da pasta, Guo Jiakun, afirmou que Pequim recebe Trump com disposição para ampliar a cooperação bilateral e administrar diferenças diplomáticas entre os dois países.
“Os dois chefes de Estado trocarão opiniões aprofundadas sobre questões importantes relativas às relações China EUA, bem como sobre a paz e o desenvolvimento mundial”, declarou Guo Jiakun durante coletiva de imprensa.
A visita acontece em um cenário delicado para as relações entre Washington e Pequim. Nos últimos anos, Estados Unidos e China enfrentaram disputas comerciais, embates tecnológicos e divergências sobre segurança internacional, especialmente envolvendo Taiwan e influência militar na Ásia.
Analistas internacionais avaliam que o encontro entre Trump e Xi Jinping pode influenciar diretamente os rumos das negociações econômicas globais e das tensões geopolíticas em diferentes regiões do mundo, sobretudo em um momento marcado por instabilidade internacional e disputas estratégicas entre potências.
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