Casa Branca confirmou que Trump deve decidir sobre um ataque ao Irã nas próximas duas semanas, em meio a crescentes tensões

William Oliveira Publicado em 20/06/2025, às 11h42
A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (19) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve decidir nas próximas duas semanas se irá autorizar um ataque militar contra o Irã. A possibilidade ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Teerã, agravada pela escalada do conflito entre o Irã e Israel.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou a posição do presidente: “Com base no fato de que há uma chance considerável de negociações que podem ou não acontecer com o Irã num futuro próximo, tomarei minha decisão sobre ir ou não nas próximas duas semanas”.
Na quarta-feira (18), Trump ainda não havia confirmado uma ofensiva, mas declarou que “o Irã enfrenta muitos problemas” e admitiu que há conversas em andamento. No entanto, também afirmou que pode ser tarde demais para uma solução diplomática. Em resposta, o governo iraniano advertiu que qualquer agressão norte-americana resultaria em “duras retaliações”.
Fontes da imprensa dos EUA revelaram que o presidente já autorizou um plano tático de ataque, embora ainda não tenha decidido pela sua execução. Segundo a Bloomberg, membros da administração norte-americana estão se preparando para uma possível ação militar já neste fim de semana. O Wall Street Journal destacou que a situação permanece volátil e sujeita a mudanças súbitas.
Pressões e ameaças cruzadas
As relações entre Estados Unidos e Irã se deterioraram ainda mais após declarações de Trump na terça-feira (17), quando afirmou conhecer a localização exata do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, mas declarou que optou por não agir “por enquanto”. O presidente norte-americano ainda afirmou que os EUA têm controle total do espaço aéreo iraniano.
Em paralelo, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em entrevista à ABC News, afirmou que não descarta um ataque direto a Khamenei. Segundo fontes da mídia americana, Trump teria rejeitado um plano de assassinato proposto por Israel, temendo uma escalada no conflito. Netanyahu, porém, teria contestado essa posição, dizendo que tal ação poderia encerrar a guerra e não agravá-la.
Conflito Israel-Irã se intensifica
O confronto direto entre Israel e Irã teve início na quinta-feira passada (12), quando Tel Aviv lançou mísseis contra bases militares iranianas. O governo israelense acusa o Irã de manter um programa nuclear secreto e de estar “muito próximo” de desenvolver sua primeira bomba atômica.
No dia 17, as Forças de Defesa de Israel (IDF) relataram a morte do general iraniano Ali Shadmani durante um bombardeio em Teerã. Um segundo ataque teria atingido um depósito de combustível na capital, segundo a rede Al Jazeera.
Nesta quinta-feira (19), o Irã retaliou lançando um míssil que atingiu o Centro Médico Soroka, no sul de Israel. De acordo com o Ministério da Saúde local, houve apenas feridos leves.
Em resposta, Netanyahu afirmou que o Irã “pagará um preço alto”. O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, foi ainda mais direto: “Recebemos instruções claras. Para atingirmos todos os nossos objetivos, o aiatolá Khamenei não pode continuar a existir”.
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