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Setembro mantém bandeira vermelha e contas de luz mais caras

A falta de chuvas reduziu o nível dos reservatórios das hidrelétricas, exigindo maior uso das usinas termelétricas

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para repassar ao consumidor os custos variáveis da geração de energia - Imagem: Freepik
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para repassar ao consumidor os custos variáveis da geração de energia - Imagem: Freepik

Redação Publicado em 31/08/2025, às 15h41


As tarifas de energia elétrica seguem com acréscimo em setembro. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), continuará em vigor a bandeira tarifária vermelha, patamar 2, o que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A decisão foi tomada porque, segundo a agência, a falta de chuvas reduziu o nível dos reservatórios das hidrelétricas, exigindo maior uso das usinas termelétricas — que têm custos de operação mais altos.

“As condições atuais dos reservatórios estão abaixo da média, o que dificulta a geração hidrelétrica. Por isso, é necessário acionar mais termelétricas, o que encarece a produção de energia e justifica a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 em setembro”, explicou a Aneel.

Nos meses de junho e julho, a cobrança extra já havia sido aplicada com bandeira vermelha. Em agosto, houve o aumento para o patamar 2, que agora será mantido.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

Implementado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi criado para repassar ao consumidor os custos variáveis da geração de energia. As cores — verde, amarela e vermelha — indicam se há ou não acréscimo na conta de luz, dependendo da situação do sistema elétrico nacional.

Na bandeira verde, não há cobrança adicional. Já na amarela ou vermelha, o valor da fatura aumenta conforme o patamar definido, sempre aplicado a cada 100 kWh consumidos por residências, comércios e indústrias.


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