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Tensão diplomática

Rússia diz que envio de tropas europeias à Ucrânia pode ampliar guerra e elevar risco de confronto global

Declaração ocorre no dia em que EUA e Ucrânia se reúnem para discutir garantias de segurança; ataques russos atingiram oito regiões ucranianas

A guerra entra no quinto ano e o risco de escalada global aumenta. - Imagem: AFP / THIBAULT CAMUS
A guerra entra no quinto ano e o risco de escalada global aumenta. - Imagem: AFP / THIBAULT CAMUS

Redação Publicado em 26/02/2026, às 11h10


A Rússia alertou que o envio de tropas europeias para a Ucrânia poderia intensificar o conflito, em resposta a declarações do ministro da Defesa britânico sobre a possibilidade de presença militar no país. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou que isso poderia prolongar a guerra e envolver mais nações no embate.

Recentemente, ataques russos atingiram várias regiões da Ucrânia, resultando em feridos e danos a infraestruturas estratégicas, com o presidente Volodymyr Zelensky relatando o uso de 420 drones e 39 mísseis. A guerra entre os dois países completa quatro anos, com a Rússia mantendo sua ofensiva até alcançar seus objetivos estratégicos.

Enquanto isso, representantes dos EUA e da Ucrânia se encontram em Genebra para discutir garantias de segurança e planos de reconstrução, com Kiev estimando a necessidade de US$ 800 bilhões para recuperação. As negociações permanecem estagnadas, sem sinais de um cessar-fogo iminente.

A Rússia afirmou nesta quinta-feira (26) que o eventual envio de tropas europeias para a Ucrânia não encerraria o conflito, mas poderia ampliá-lo e aumentar o risco de um confronto militar em larga escala.

A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, em resposta a declarações do ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, que admitiu a possibilidade de presença militar britânica em território ucraniano.

Segundo Zakharova, a medida prolongaria a guerra e poderia envolver mais países diretamente no conflito. O posicionamento ocorre no momento em que a guerra entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos.

Horas antes da declaração, ataques russos atingiram infraestruturas em oito regiões da Ucrânia. De acordo com o presidente Volodymyr Zelensky, foram lançados 420 drones e 39 mísseis contra alvos estratégicos, incluindo instalações de energia. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, mantém a posição de que a ofensiva continuará até que os objetivos estratégicos do Kremlin sejam alcançados.

Enquanto isso, representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia se reúnem em Genebra, na Suíça, para discutir possíveis garantias de segurança e planos de reconstrução do país no pós-guerra. Kiev estima precisar de cerca de US$ 800 bilhões em investimentos públicos e privados ao longo da próxima década para recuperar áreas devastadas.

O vídeo com os desdobramentos e imagens recentes dos ataques estará disponível no Instagram do Diário de SP.

As negociações seguem sob impasse, com acusações mútuas e sem perspectiva imediata de cessar-fogo definitivo.


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