Diário de São Paulo
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TRÉGUA

Rússia decreta cessar-fogo de três dias na Ucrânia

Suspensão das hostilidades ocorrerá entre os dias 8 e 10 de maio, durante as comemorações do 80º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista

Em comunicado, Moscou reiterou sua disposição para negociar a paz sem a exigência de condições prévias - Imagem: Reprodução / X / @ipu_noticias
Em comunicado, Moscou reiterou sua disposição para negociar a paz sem a exigência de condições prévias - Imagem: Reprodução / X / @ipu_noticias

William Oliveira Publicado em 28/04/2025, às 13h22


Na última segunda-feira (28), o governo russo anunciou uma decisão significativa do presidente Vladimir Putin, que decretou um cessar-fogo de três dias na guerra em curso contra a Ucrânia. A suspensão das hostilidades ocorrerá entre os dias 8 e 10 de maio, em razão das celebrações do 80º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Em comunicado oficial, o Kremlin declarou: "Por razões humanitárias, durante as comemorações do 80º aniversário da vitória, da meia-noite de 7 para 8 de maio até a meia-noite de 10 para 11 de maio, o lado russo declara um cessar-fogo. Durante este período, todas as operações militares estarão suspensas."

O governo russo também apelou ao "lado ucraniano" para que respeite a trégua. Caso haja violações, as Forças Armadas da Rússia afirmaram que responderão de maneira adequada e eficaz.

Ainda no comunicado, Moscou reiterou sua disposição para negociar a paz sem a exigência de condições prévias, visando abordar as causas profundas do conflito e promover uma cooperação construtiva com a comunidade internacional.

Até o fechamento desta matéria, o governo da Ucrânia não havia se pronunciado oficialmente sobre a proposta de cessar-fogo temporário, que coincide com o Dia da Vitória, uma das datas mais simbólicas para os russos.

As celebrações deste ano deverão contar com a presença de líderes e diplomatas de vários países, que visitarão Moscou para as homenagens.

Visita de Lula

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou que viajará à Rússia para se reunir com Putin. Em seguida, Lula seguirá para a China, onde encontrará o presidente Xi Jinping durante a cúpula entre a China e os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Apesar dos esforços internacionais e das declarações otimistas do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre uma possível resolução breve do conflito, os combates seguem intensos nas frentes de batalha.


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