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BOLÍVIA

Rodrigo Paz conquista a presidência e abre nova fase política na Bolívia

Com a vitória de Rodrigo Paz, o PDC encerra quase 20 anos de domínio do MAS na Bolívia, prometendo uma nova abordagem política

Rodrigo Paz conquista a presidência e abre nova fase política na Bolívia - Imagem: Reprodução / Instagram / @rodrigopazpereira
Rodrigo Paz conquista a presidência e abre nova fase política na Bolívia - Imagem: Reprodução / Instagram / @rodrigopazpereira

William Oliveira Publicado em 20/10/2025, às 11h11


Neste domingo (19), o senador Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), conquistou a vitória no segundo turno da eleições da Bolívia, derrotando o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga. O resultado marca uma mudança histórica no cenário político boliviano, encerrando quase 20 anos de governos do Movimento ao Socialismo (MAS).

Com 54,5% dos votos válidos, Paz superou Quiroga, que obteve 45,5%. Apesar do triunfo nas urnas, o PDC não garantiu maioria no Legislativo, o que exigirá do novo presidente habilidade política para formar alianças e assegurar governabilidade. A cerimônia de posse está marcada para o dia 8 de novembro.

Durante o discurso de vitória em La Paz, Paz destacou a necessidade de “abrir a Bolívia para o mundo”, enquanto seu adversário reconheceu rapidamente a derrota, reforçando o clima de estabilidade democrática.

Quem é Rodrigo Paz?

Nascido em 1967, em Santiago de Compostela, Espanha, durante o exílio de sua família, Rodrigo Paz é filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989–1993), lembrado pela lei de privatização e pela defesa do uso medicinal da coca. Embora o governo de seu pai tenha sido marcado por acusações de corrupção, nenhuma condenação foi registrada.

A ascensão de Paz representa uma guinada moderada na política boliviana. O novo líder promete manter programas sociais do MAS, mas com foco na expansão do setor privado e incentivos fiscais para pequenas empresas. A proposta de autonomia fiscal regional e crescimento econômico sustentável atraiu eleitores cansados do radicalismo político.

Enquanto Quiroga defendia cortes profundos e um possível resgate junto ao FMI, Paz optou por uma reforma gradual, conciliando responsabilidade fiscal e justiça social.


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