Um representante alternativo estará presente em nome de Moscou

Gabriela Thier Publicado em 18/10/2024, às 17h01
O presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira que sua participação na próxima cúpula do G20, a ser realizada no Brasil, poderia interferir nas atividades essenciais do evento. Em razão disso, Putin afirmou que um representante alternativo estará presente em nome de Moscou.
Essa decisão ocorre em meio a um contexto jurídico delicado, pois o Tribunal Penal Internacional (TPI), localizado em Haia, expediu um mandado de prisão contra o líder russo. Além disso, a Ucrânia tem pressionado o governo brasileiro a efetuar a prisão de Putin caso ele venha a comparecer ao encontro previsto para os dias 18 e 19 de novembro.
Em conversa com jornalistas, Putin expressou seu apreço pelo presidente brasileiro, Lula (PT), acrescentando: "Por que me deslocaria até lá com o intuito de comprometer o funcionamento regular deste fórum?"
Putin ainda sugeriu que a Rússia está disposta a firmar um acordo bilateral com o Brasil para mitigar as implicações do mandado do TPI, caso se mostre necessário. Ele destacou que "tais decisões são facilmente contornáveis com a assinatura de um acordo intergovernamental, limitando assim a jurisdição do TPI".
É importante notar que a Rússia não integra os países signatários do TPI e rejeita categoricamente as acusações de crimes de guerra apresentadas tanto pelo tribunal quanto pela Ucrânia e seus aliados ocidentais
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