Milhares de mulheres protestaram contra as policiais que proibiram uma jovem de amamentar seu bebê na Argentina. As manifestantes fizeram "um mamaço", ou, em

Redação Publicado em 23/07/2016, às 00h00 - Atualizado às 21h15
Milhares de mulheres protestaram contra as policiais que proibiram uma jovem de amamentar seu bebê na Argentina. As manifestantes fizeram “um mamaço”, ou, em espanhol, um “tetazo”, em diferentes cidades do país, como Mar del Plata, Rosario, Córdoba e Buenos Aires, segundo a imprensa local.
O caso ocorreu no último dia 12, no município de San Isidro, 20 quilômetros ao norte de Buenos Aires. “Me sentei no mastro, em um dos bancos, e comecei a dar o seio. Então, vejo que as policiais ficaram me olhando a alguns uns metros, mas não dei importância”, disse a jovem Constanza Santos, de 22 anos, ao jornal El Clarín. “Quando olho para cima, tinha duas policiais, meninas de aproximadamente 20 a 25 anos, e uma me pede meu documento e o do bebê. A outra me diz que não podia amamentar na via pública, que havia uma lei que proibia”.
Após a denúncia de Santos, grupos de mães e movimentos feministas combinaram o “mamaço” deste sábado. Nesta sexta-feira, mais de 9 mil pessoas já haviam confirmado presença no evento pelo Facebook. Além de San Isidro, onde ocorreu a situação, mulheres de Buenos Aires, La Plata, Rosário e Córdoba organizaram manifestações.
As apresentadoras do “Notícias 10”, um telejornal da província argentina de Río Negro, chegaram a amamentar seus filhos ao vivo para aderir ao protesto.
“É algo natural. Por que escondê-lo?”, disse Angie López Fernández, a apresentadora do canal. O programa televisivo divulgou apoio às mães: “Aderimos à convocação nacional pelo direito das mães a amamentar seus bebes no lugar que acharem conveniente. A lactação materna é um ato natural e necessário”.
Cidades como Buenos Aires e Córdoba participaram das manifestações (Foto: Enrique Marcarian/Reuters)
Mais de 9 mil pessoas já haviam confirmado presença em protestos deste sábado (Foto: AP Photo/Agustin Marcarian)
Protestos ocorreram em diferentes cidades da Argentina (Foto: AP Photo/Agustin Marcarian)Leia também

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