A quinta reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, que começou na manhã desta segunda-feira (7), em San

Redação Publicado em 07/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 14h32
A quinta reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, que começou na manhã desta segunda-feira (7), em San José, na Costa Rica, discute até quarta-feira (9) os avanços e desafios na implementação da Agenda 2030. No encontro, deverão ser propostas ações concretas para defender grupos vulneráveis e melhorar a qualidade de vida de homens, mulheres e crianças da região.

Participaram a abertura do fórum, organizado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), o presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, cujo país exerce a presidência pro tempore (temporária) da Cepal, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, e a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena.
Alicia Bárcena falou sobre a pandemia de covid-19 que, somada a conflitos bélicos e ao aumento da desigualdade, não é um quadro alentador. “Observar o calendário de revoltas sociais que nossa região viveu são sinais evidentes de que o que realmente é insustentável é um status quo de privilégios e desigualdes”, afirmou a representante da Cepal.
Ela disse que é urgente e necessário escutar as vozes da sociedade civil. “Nossa região foi a mais abalada do mundo em desenvolvimento, com impactos muito profundos. Com apenas 8,4% da população mundial, temos cerca de 31% da mortalidade global. As diferenças no direito à saúde se aprofundaram, assim como na concentração da renda e no acesso aos bens públicos.”
A secretária executiva da Cepal chamou a atenção para o aumento nas assimetrias globais entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. “O acesso a vacinas foi uma das mais ferozes tendências nacionalistas que vimos no mundo de hoje. A região se viu muito afetada por protecionismos de medicamentos e equipamentos”, disse Alicia, ressaltando a importância do multilateralismo na América Latina e no Caribe.
Amina Mohammed reforçou que esta região foi a mais fortemente atingida pela pandemia de covid-19. “Três em cada cinco crianças perderam um ano de aula durante a pandemia. A alta informalidade, a baixa produtividade e o desemprego atingiram com severas consequências mulheres e jovens”, ponderou.
O presidente costa-riquenho disse que só há uma saída: a paz. Para Carlos Alvarado, o maior valor está na capacidade de falar, conversar e encontrar soluções para o mundo. “Hoje o mundo é interdependente, não há uma única sociedade que possa avançar sozinha. Não podemos avançar sem vacinas, sem saúde. Não avançaremos até que todo mundo esteja vacinado”, afirmou.
Participarão dos três dias de discussões altos representantes dos governos dos 33 países da região, de agências, fundos e programas do sistema das Nações Unidas, de instituições financeiras internacionais e bancos de desenvolvimento, de organismos de integração regional e sub-regional e da sociedade civil, além de parlamentares, acadêmicos e líderes do setor privado, tanto dos países da América Latina e do Caribe quanto de outras regiões.
A quinta reunião do fórum terá também cinco mesas temáticas que abordarão temas como o desenvolvimento em transição e a urgência de avançar para uma renovada cooperação internacional para o desenvolvimento; o monitoramento estatístico, quantitativo e territorial dos objetivos de desenvolvimento sustentável; os desastres naturais e a assimetria da mudança climática no Caribe; a conservação e o uso sustentável da biodiversidade para uma recuperação sustentável; e a educação e igualdade de gênero como direito humano central para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
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Agencia Brasil
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