Confrontos intensos e número recorde de mortos chamam atenção mundial

Gabriela Nogueira Publicado em 28/10/2025, às 17h19
Uma megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) provocou grande comoção no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28), tornando-se o foco de atenção da imprensa global. Diversos meios de comunicação ao redor do mundo descreveram os confrontos ocorridos nos complexos do Alemão e da Penha como "cenas de guerra", sublinhando a gravidade da situação com um número alarmante de fatalidades e o aumento da violência na região.
A operação, que contou com a mobilização de aproximadamente 2.500 policiais, se destacou por ser a mais letal já registrada no estado, resultando na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro agentes de segurança, além de 81 prisões. Este evento foi amplamente coberto com espanto pela mídia internacional.
O diário britânico The Guardian relatou que o Rio de Janeiro se encontra "em guerra", considerando o dia da operação como o "pior dia de violência" na história da cidade. A publicação ressaltou uma declaração do governador Cláudio Castro, que caracterizou os conflitos como um enfrentamento ao "narcoterrorismo". A agência Reuters também destacou que a operação ocorreu em um momento crítico, precedendo eventos preparatórios para a cúpula climática da ONU, a COP30.
Na Argentina, os jornais Clarín e La Nación utilizaram a mesma expressão "cenas de guerra" para relatar os eventos. As reportagens detalharam a resposta armada dos criminosos à ação policial, que incluiu intensos tiroteios e o uso inovador de drones contra as forças policiais.
A utilização de tecnologia avançada pelo crime organizado também foi uma pauta abordada em Portugal. O jornal Público noticiou que traficantes empregaram drones para lançar explosivos contra os agentes de segurança. A rádio francesa RFI ofereceu um contexto histórico sobre a violência no Rio de Janeiro, enquanto o espanhol El País focou na intensidade dos confrontos armados e na considerável força policial mobilizada para a operação.
O objetivo central da megaoperação era cumprir 100 mandados de prisão e deter a expansão territorial do Comando Vermelho na região. Entre os indivíduos detidos estão figuras proeminentes da facção criminosa, como Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como "Belão do Quitungo", e Nicolas Fernandes Soares, identificado como operador financeiro de um dos principais líderes do grupo.
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