Organização das Nações Unidas cobrou ações imediatas dos países membros após constatar o crescimento da violência contra mulheres em diferentes regiões do mundo

William Oliveira Publicado em 27/02/2026, às 11h07
A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta contundente nesta sexta-feira (27), ao classificar a violência contra as mulheres como uma “emergência global”. Segundo a entidade, os índices de agressões físicas, sexuais e feminicídios atingiram patamares críticos, exigindo uma resposta internacional coordenada e urgente.
O comunicado aponta que o aumento da violência não está restrito a regiões em conflito, mas se espalha por diferentes contextos sociais e geográficos. A ONU destaca que crises econômicas, instabilidades políticas e o avanço de discursos de ódio têm contribuído para o enfraquecimento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
De acordo com o secretário-geral da organização, o enfrentamento da crise precisa ir além do discurso. O relatório revela que, a cada hora, diversas mulheres são mortas por parceiros ou familiares em diferentes países — um dado que evidencia a gravidade do cenário.
O documento ainda detalha três pilares que sustentam a classificação de emergência: a impunidade, com baixa responsabilização de agressores; a redução de investimentos em abrigos e serviços de acolhimento; e o crescimento da violência digital, que frequentemente antecede agressões físicas.
A ONU afirma que a declaração de emergência global tem como objetivo pressionar os países-membros a revisarem suas legislações e ampliarem os recursos destinados à proteção das mulheres. Para a entidade, a igualdade de gênero e a segurança feminina são condições essenciais para o desenvolvimento sustentável e a paz mundial.
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