Diário de São Paulo
Siga-nos
Mundo

Nuvem tóxica força confinamento de 160 mil pessoas na Espanha

Autoridades locais recomendam cautela mesmo após o fim do confinamento, devido à presença de partículas tóxicas no ar

Ministra do Interior da Catalunha alerta para novos isolamentos, dependendo do deslocamento da nuvem química após o incêndio - Imagem: Divulgação/ Lluis Gene / AFP/ Twittter: @folhape
Ministra do Interior da Catalunha alerta para novos isolamentos, dependendo do deslocamento da nuvem química após o incêndio - Imagem: Divulgação/ Lluis Gene / AFP/ Twittter: @folhape

Karina Faleiros Publicado em 10/05/2025, às 12h14


Cerca de 160 mil moradores de cinco cidades da região da Catalunha, na Espanha, precisaram permanecer confinados por sete horas neste sábado (10), após um incêndio em um galpão industrial liberar uma nuvem tóxica de cloro na atmosfera.

O incidente ocorreu durante a madrugada na cidade de Vilanova i la Geltrú, a cerca de 48 quilômetros de Barcelona. Segundo as autoridades locais, não houve registro de feridos.

A ordem de confinamento, emitida por alertas nos celulares da população, orientava que todos permanecessem dentro de casa com portas e janelas fechadas. A medida foi suspensa por volta do meio-dia (horário local), o que equivale às 7h da manhã no horário de Brasília.

Durante o período, rodovias foram interditadas e o tráfego ferroviário foi interrompido para evitar deslocamentos à região atingida.

A ministra do Interior da Catalunha, Núria Parlon, anunciou o fim da restrição em entrevista coletiva, mas recomendou que grupos vulneráveis, como crianças e atletas, evitassem sair de casa por precaução, já que partículas tóxicas ainda poderiam estar presentes no ar.

O alerta permanece para possíveis novos isolamentos em áreas menores, dependendo do comportamento dos ventos e do deslocamento da nuvem química, segundo os bombeiros.

De acordo com o prefeito de Vilanova, Juan Luis Ruiz López, a reação química que originou a nuvem tóxica foi provocada pela combinação da água usada no combate ao incêndio com produtos à base de cloro armazenados no local.

O fogo foi controlado ao longo da manhã, e equipes passaram a monitorar a fumaça para avaliar sua direção e o grau de toxicidade.

Jorge Viñuales Alonso, dono do galpão, afirmou em entrevista à rádio catalã Rac1 que a suspeita é de que uma bateria de lítio tenha sido a origem do incêndio. Ele ainda explicou que, embora o cloro não seja facilmente inflamável, uma vez em combustão, é extremamente difícil de extinguir.


últimas notícias