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TENSÃO

Netanyahu afirma ter indícios da morte de Ali Khamenei após ataque ao Irã

Em pronunciamento, o primeiro-ministro de Israel afirmou que o complexo central do Hezbollah foi destruído; outra autoridade israelense confirmou que o corpo do líder supremo do Irã foi encontrado nos escombros

Israel não confirmou morte - Imagem: Reprodução / khamenei.ir
Israel não confirmou morte - Imagem: Reprodução / khamenei.ir

William Oliveira Publicado em 28/02/2026, às 17h08


O primeiro-ministro de Benjamin Netanyahu afirmou neste sábado (28) que forças israelenses destruíram o complexo utilizado pelo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e disse haver indícios de que ele pode ter morrido durante o ataque.

Segundo o premiê, a ofensiva atingiu diretamente a estrutura ligada ao líder iraniano e eliminou comandantes da Guarda Revolucionária e integrantes do programa nuclear do país. Uma autoridade israelense ouvida pela Reuters afirmou que o corpo de Khamenei teria sido localizado, mas até o momento o governo iraniano não confirmou a morte.

Imagens de satélite mostram destruição significativa no complexo atingido em Teerã. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, no entanto, declarou que o líder está “bem e seguro” e classificou as informações como parte de uma guerra psicológica.

O ataque conjunto de Israel e Estados Unidos deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana. Explosões foram registradas em várias cidades do país, incluindo Isfahan, Qom e Karaj. Entre os mortos estariam autoridades militares de alto escalão e líderes ligados ao programa nuclear.

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio. Sirenes foram acionadas em diversas regiões e sistemas de defesa antimísseis interceptaram parte dos ataques. Há registros de mortes e danos em países como Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Síria.

Diante da escalada, o Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança, afetando uma das principais rotas de petróleo do mundo. Companhias aéreas suspenderam voos para a região, e aeronaves que haviam partido do Brasil precisaram retornar.


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