
Redação Publicado em 14/01/2026, às 09h13
Em meio ao endurecimento do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a ameaçar taxar países que mantêm relações comerciais com o Irã, navios de origem iraniana com cargas sancionadas seguem sem definição operacional em portos brasileiros.
Um dos casos envolve o MV David Y, que permaneceu fundeado no Porto de Paranaguá entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e, sem compradores identificados, foi posteriormente deslocado para São Francisco do Sul (SC). A carga é de ureia produzida pela Pardis Petrochemical, empresa iraniana sancionada pelo OFAC, órgão do Tesouro dos EUA. Documentos e registros de mercado indicam a atuação de tradings com presença no Brasil e no exterior, entre elas a INNMOV Trade Company, sediada em São Francisco do Sul e no Uruguai, na intermediação dessas operações.
Outro episódio envolve o MV Ganj, navio integralmente iraniano e vinculado ao governo do Irã, que chegou a se apresentar no Porto de Imbituba (SC), mas não encontrou operadores dispostos a realizar a operação, permanecendo atualmente em Paranaguá. Em ambos os casos, não há identificação pública dos importadores das cargas.

Especialistas avaliam que o aumento da pressão dos Estados Unidos tem ampliado a cautela de operadores portuários, agentes financeiros e empresas de comércio exterior diante do risco de sanções secundárias.
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