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Ciência

NASA divulga imagem inédita do lado oculto da Lua captada pela Artemis II

Registro marca novo avanço da exploração espacial e ocorre após mais de 50 anos sem missões tripuladas ao redor da Lua

Imagem do lado oculto da Lua, mostra Terra sumindo no horizonte lunar. - Foto: Divulgação/NASA.
Imagem do lado oculto da Lua, mostra Terra sumindo no horizonte lunar. - Foto: Divulgação/NASA.

Erika Osti Publicado em 07/04/2026, às 15h52


A NASA divulgou nesta terça-feira (7) a primeira imagem do lado oculto da Lua registrada por astronautas da missão Artemis II, marcando um dos momentos mais emblemáticos da exploração espacial nas últimas décadas. O registro foi feito na segunda-feira, durante o sobrevoo lunar, e mostra a Terra desaparecendo no horizonte enquanto a espaçonave cruzava a região que não é visível do nosso planeta.

A imagem foi capturada a partir da nave Orion, em um ponto de observação que alinhava a Lua, o Sol e a constelação de Órion, cenário que também permitiu à tripulação acompanhar um eclipse solar completo. O fenômeno durou cerca de uma hora e foi aproveitado para estudos científicos da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, visível ao redor da borda lunar.

Imagem do eclipse solar visto da missão Artemis II. — Foto: Divulgação/NASA
Imagem do eclipse solar visto da missão Artemis II. — Foto: Divulgação/NASA

Além do registro visual, a missão alcançou outro marco relevante. Durante a passagem pelo lado oculto da Lua, a nave perdeu comunicação com a Terra por aproximadamente 40 minutos, período conhecido como apagão de sinal. Nesse intervalo, os astronautas atingiram a maior distância já percorrida por humanos no espaço, ultrapassando 406 mil quilômetros do planeta.

A comunicação foi restabelecida logo após a nave emergir da região sem cobertura. A astronauta Christina Koch foi a primeira a falar com o centro de controle, confirmando o retorno do contato. A missão também tem como destaque a própria Koch, que se tornou a primeira mulher a sobrevoar a Lua.

Durante o voo, os tripulantes mantiveram atividades científicas e registros fotográficos detalhados da superfície lunar. Entre eles, imagens da Bacia Orientale, uma das maiores estruturas de impacto da Lua, com cerca de 950 quilômetros de diâmetro e formação estimada em 3,8 bilhões de anos após a colisão de um grande asteroide.

Bacia lunar divulgada pela Artemis II.
Bacia lunar divulgada pela Artemis II. — Foto: Divulgação/NASA

Após completar o sobrevoo, a Artemis II iniciou a viagem de volta à Terra. A expectativa da NASA é que a nave deixe a influência gravitacional lunar ainda nesta terça-feira, passando a ser atraída predominantemente pelo campo gravitacional terrestre.

A missão entra agora em sua etapa final, com foco na checagem dos sistemas de suporte à vida e nos preparativos para a reentrada na atmosfera. O pouso está previsto para sexta-feira (10) à noite, no Oceano Pacífico, nas proximidades de San Diego, nos Estados Unidos.

O voo da Artemis II representa o retorno de missões tripuladas ao entorno da Lua após mais de meio século e é considerado um passo estratégico para futuras expedições à superfície lunar e, posteriormente, a Marte.


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