O anúncio de que o Facebook está mudando seu nome para Meta causou grande repercussão em Israel nos últimos dias. Isso porque o novo nome da empresa fundada

Redação Publicado em 30/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h48
O anúncio de que o Facebook está mudando seu nome para Meta causou grande repercussão em Israel nos últimos dias. Isso porque o novo nome da empresa fundada por Mark Zuckerberg, em hebraico, remete à palavra “morta”.
Assim, várias pessoas em Israel usaram o Twitter para compartilhar sua opinião sobre o novo nome com a hashtag #FacebookDead (Facebook morto, em tradução literal).
“Em hebraico, ‘Meta’ significa ‘morta’. A comunidade judaica ridicularizará esse nome por muitos anos”, disse Nirit Weiss-Blatt, especialista em tecnologia, em um tuíte.
Voluntários do serviço de emergência Zaka, encarregados de coletar restos mortais para um enterro judaico adequado, participaram da discussão e disseram a seus seguidores: “Não se preocupem, estamos cuidando dele”, referindo-se ao Facebook.

Facebook mudou nome da empresa para Meta. Funcionários revelam novo logo na Califórnia — Foto: Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP
Ao anunciar a novidade, o Facebook disse que a mudança de nome não se aplica às suas plataformas individuais, como o Facebook, Instagram e Whatsapp, apenas à empresa que as possui.
Representantes da empresa disseram que as alterações conseguiriam “englobar” melhor o que ela faz, ampliando seu alcance para além das mídias sociais, chegando à realidade virtual e ao metaverso.
Nos últimos meses, o nome Facebook foi alvo de uma série de reportagens de denúncias e entrevistas com a ex-funcionária Frances Haugen, que acusa a empresa de colocar “lucros acima da segurança” — por exemplo negligenciando estudos que mostraram o impacto negativo do Instagram para a saúde mental das adolescentes ou tomando medidas pouco firmes para remover discurso de ódio de sua plataforma.
O fundador e diretor do Facebook, Mark Zuckerberg, atribuiu a mudança do nome a um contexto de de planos da empresa para construir um “metaverso” — um mundo online onde as pessoas podem jogar, trabalhar e se comunicar, muitas vezes usando aparelhos de realidade virtual.
O Facebook não é a única empresa a ser ridicularizada pelas traduções de sua marca. Lembramos aqui de alguns exemplos de quando os significados se perderam na tradução:
Quando a KFC (rede de restaurantes dos EUA) chegou à China, nos anos 1980, seu lema “finger lickin’ good” (algo como ‘lamber o dedo é bom’, em tradução literal para o português) não agradou muito aos habitantes locais. A tradução do lema em mandarim ficava: “coma seus dedos”.
Mas isso não prejudicou muito a empresa. A KFC é uma das maiores redes de fast food do país.
A Rolls-Royce mudou o nome de seu carro Silver Mist por problemas com a tradução em alemão, que remetia a “excremento”. Assim, o carro foi renomeado Silver Shadow.
A Nokia lançou seu telefone Lumia em 2011 e não obteve exatamente a reação que esperava. Em espanhol, Lumia pode ser sinônimo de prostituta, embora aparentemente só apareça em dialetos com forte influência cigana.
A Honda conseguiu escapar de um escorregão semelhante: quase chamou um novo carro de Fitta, que é uma descrição vulgar para vagina em sueco. Aparentemente, o problema foi detectado no início e foi tomada a decisão de nomear o veículo como Jazz na maioria dos países.
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G1
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