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FRANÇA

Macron descarta neutralidade e pressiona Putin por cessar-fogo

Durante coletiva em Paris, Lula e Macron abordam a guerra na Ucrânia e a necessidade de um cessar-fogo

Presidente da França, Emmanuel Macron - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom
Presidente da França, Emmanuel Macron - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom

William Oliveira Publicado em 05/06/2025, às 13h11


Durante uma coletiva de imprensa em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron abordou a atual guerra entre Rússia e Ucrânia, enfatizando a relevância do Brasil nas discussões para a resolução do conflito. Macron destacou que “há um agressor, a Rússia, e um agredido, a Ucrânia”, e frisou que o desejo comum por paz não deve levar à equiparação entre os dois lados envolvidos na disputa.

O chefe de Estado francês também comentou a proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, aceita pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em março, mas ainda rejeitada pelo presidente russo Vladimir Putin.

“Ele iniciou a guerra e não deseja um cessar-fogo”, afirmou Macron, reforçando sua posição sobre o impasse.

Paralelamente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em visita oficial à França, destacou a necessidade urgente de reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), citando a guerra como um exemplo claro dessa urgência. Lula reafirmou que o Brasil é contra a ocupação territorial russa na Ucrânia e reiterou sua oposição à guerra.

“Desde o início deste conflito, o Brasil se posicionou contra as ações de ocupação da Rússia, ao mesmo tempo que defendeu a paz”, declarou Lula. Ele também mencionou que o Brasil, em parceria com a China, elaborou um documento com outros 13 países emergentes para promover o diálogo e buscar soluções pacíficas.

“Quando ambos decidirem negociar a paz, estaremos prontos para contribuir. Contudo, essa decisão deve partir deles”, enfatizou. Lula ainda lamentou o enfraquecimento político da ONU, argumentando que isso limita sua capacidade de intervir em conflitos não apenas na Europa, mas em outras partes do mundo.

A coletiva ocorreu após um encontro bilateral entre os dois líderes, refletindo as posições de seus países diante do atual cenário geopolítico.


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