O ataque a um edifício residencial em Obolon, Kiev, deixou pelo menos dois mortos e 12 feridos, informaram os serviços de emergência ucranianos. O prédio foi

Redação Publicado em 14/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 10h30
O ataque a um edifício residencial em Obolon, Kiev, deixou pelo menos dois mortos e 12 feridos, informaram os serviços de emergência ucranianos. O prédio foi atingido por fogo de artilharia, que causou incêndio.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que, se o espaço aéreo do país não for fechado, os mísseis da Rússia vão acabar caindo em território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em vídeo divulgado nesse domingo (13), Zelensky insistiu no fechamento do espaço aéreo ucraniano.
O conflito já levou quase 3 milhões de pessoas a deixarem a Ucrânia. A maioria tem fugido pela fronteira com a Polônia, mas há também milhares todos os dias tentando escapar dos bombardeios pela Moldávia.
O fluxo diminuiu, mas nem por isso deixa de preocupar a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O diretor-geral da organização, António Vitorino destaca a necessidade de encontrar soluções duradouras. Várias pessoas fugiram nas últimas horas pela fronteira de Palanca na Moldávia.
Os separatistas pró-russos responsabilizaram hoje (14) as forças ucranianas pela morte de 20 pessoas na cidade de Donetsk, no Leste da Ucrânia, que dizem ter sido atingidas por fragmentos de míssil interceptado pela defesa aérea.
A defesa territorial de Donetesk publicou fotografias no Telegram em que se veem corpos ensanguentados numa rua do centro da cidade industrial.
Os separatistas disseram que suas defesas aéreas interceptaram míssil ucraniano, cujos destroços atingiram pessoas, incluindo crianças.
“As pessoas estavam na fila de uma máquina ATM, algumas em uma parada de ônibus. De acordo com relatórios preliminares, 20 pessoas foram mortas e nove sofreram ferimentos. Há crianças entre os mortos”, disse o chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, citado pela agência oficial russa TASS.
Pushilin disse ainda que o míssil “transportava uma carga de fragmentação” e que “se não tivesse sido abatido, teria causado muito mais baixas”.
Ao determinar a invasão da Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, alegou tratar-se de uma “operação militar especial” para apoiar as autoproclamadas repúblicas pró-Moscou de Donetsk e Lugansk, na região do Donbass.
A guerra no Donbass começou em 2014, com apoio russo, e, segundo a ONU, tinha causado mais de 14 mil mortos até 24 de fevereiro, data em que a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia.
Os combates na Ucrânia, que entraram hoje no 19º dia, provocaram milhares de mortos e feridos, mas o número preciso não está determinado.
As informações sobre baixas militares e civis indicadas por cada uma das partes carecem de verificação independente.
A Organização das Nações Unidas contabilizou cerca de 600 civis mortos e mais de mil feridos até o fim de semana, mas alertou que o número deverá ser substancialmente superior.
Mais de 2,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia para países vizinhos desde a invasão, naquela que já é considerada a pior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45).
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Agência Brasil
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