Israel voltou a lançar ataques aéreos na Faixa de Gaza na noite dessa quinta-feira (17), em resposta ao lançamento de balões incendiários por parte de

Redação Publicado em 18/06/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h01
Israel voltou a lançar ataques aéreos na Faixa de Gaza na noite dessa quinta-feira (17), em resposta ao lançamento de balões incendiários por parte de ativistas palestinos mobilizados pelo Hamas. É a segunda vez que Israel bombardeia a Palestina desde que foi quebrado o cessar-fogo, que durou menos de um mês.

Os ataques ocorreram depois de militantes palestinos, na fronteira de Gaza, terem lançado balões incendiários contra território israelense pelo terceiro dia consecutivo.
Os militares disseram que aviões de combate atingiram “complexos militares e um local de lançamento de rockets” do Hamas em resposta aos balões, indicando que as suas forças estão se preparando para uma “variedade de cenários, incluindo a retomada das hostilidades”.
Segundo fontes das forças de segurança palestinas, a Força Aérea israelense teve como alvo pelo menos um local a leste de Khan Younes, cidade no sul da Faixa de Gaza, enclave de 2 milhões de habitantes. Não houve relatos imediatos de vítimas dos ataques.
Os bombardeios na Faixa de Gaza foram retomados no início da madrugada de quarta-feira (16), também após o lançamento de balões incendiários a partir de território palestino. A volta dos bombardeios marcou o fim do cessar-fogo que durou apenas 25 dias. Este é o primeiro ataque israelense desde que o governo de coligação, liderado por Naftali Bennett, tomou posse, substituindo assim Benjamin Netanyahu do cargo de primeiro-ministro, que ocupou durante mais de uma década.
As hostilidades retomadas na madruga de quarta-feira ocorrem na sequência de uma marcha em Jerusalém Oriental, organizada por nacionalistas judeus e que marcou a vitória do país na guerra dos seis dias, em 1967. A Marcha das Bandeiras, ou o Dia de Jerusalém, foi o primeiro teste para o novo governo.
Israelenses radicais desfilaram pelas ruas da Cidade Velha, numa clara provocação aos palestinos de Jerusalém, que avisaram que iriam retaliar e cumpriram a promessa, ao lançar balões que provocaram pelo menos 20 incêndios em Israel.
Na quinta-feira de manhã, a polícia israelense usou granadas de atordoamento e canhões de água para dispersar manifestantes palestinos diante da Porta de Damasco, em Jerusalém. Pelo menos oito palestinos foram detidos e dezenas ficaram feridos.
O cessar-fogo alcançado pelas duas partes em 21 de maio tinha colocado um ponto final a 11 dias de guerra no mês passado. O conflito causou 260 mortos no lado palestino, incluindo crianças, adolescentes e combatentes, e 13 mortos em Israel, incluindo uma criança, uma adolescente e um soldado.
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RTP
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