Chamado do regime ocorre no 18º dia de conflito contra Estados Unidos e Israel e após relatos de mortes de autoridades iranianas em ataques recentes.

Redação Publicado em 17/03/2026, às 10h55
O governo do Irã convocou manifestações em todo o país para esta terça-feira (17), em resposta à escalada do conflito com os Estados Unidos e Israel, buscando demonstrar apoio ao regime e rejeitar ataques estrangeiros.
A mobilização ocorre no 18º dia de guerra, após a morte de altos oficiais iranianos em ataques israelenses, aumentando a instabilidade interna e a pressão sobre o governo, enquanto cidades como Teerã enfrentam bombardeios.
A convocação visa reforçar a unidade nacional e o apoio ao regime em um momento crítico, com a proximidade do Nowruz, o Ano Novo Persa, e a atenção internacional voltada para os desdobramentos do conflito.
O governo do Irã convocou a população a sair às ruas nesta terça-feira (17) em manifestações organizadas em todo o país, em meio à escalada do conflito contra Estados Unidos e Israel.
A convocação foi divulgada por meios oficiais do regime e orienta que os protestos ocorram a partir das 17h no horário local (10h30 em Brasília), com atos previstos em praças e bairros de diversas cidades iranianas.
Segundo o comunicado, a mobilização tem como objetivo demonstrar apoio ao país e rejeitar os ataques realizados por forças estrangeiras, classificados como agressões pelo governo iraniano.
O líder supremo, Mojtaba Khamenei, também reforçou o chamado ao publicar um vídeo com imagens de manifestações anteriores e uma mensagem destacando a importância da presença popular nas ruas.
Contexto de guerra e tensão interna
A convocação ocorre no 18º dia de guerra envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel, em um cenário de intensificação dos ataques e da pressão internacional.
Horas antes do anúncio, autoridades israelenses afirmaram ter atingido e matado dois nomes de alto escalão do regime iraniano:
Ali Larijani, ligado ao Conselho Supremo de Segurança
Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij
O governo iraniano não confirmou oficialmente a morte de Larijani, mas as forças Basij reconheceram a morte de Soleimani.
Bombardeios e instabilidade
Nos últimos dias, cidades como Teerã têm sido alvo de ataques aéreos descritos como de larga escala. O conflito tem elevado o nível de instabilidade no país e aumentado a pressão sobre o regime.
Na última sexta-feira, uma explosão registrada próxima a uma manifestação na capital deixou uma mulher morta, segundo a mídia estatal iraniana.
Os protestos convocados agora ocorrem em meio a esse cenário de tensão e também às vésperas do Nowruz, o Ano Novo Persa, tradicionalmente marcado por celebrações no país.
Demonstração de força
Analistas apontam que a mobilização popular convocada pelo governo tem como objetivo reforçar a narrativa de unidade nacional e apoio ao regime, em um momento de pressão militar e política.
Ao mesmo tempo, o conflito segue gerando repercussões internacionais, com líderes estrangeiros acompanhando os desdobramentos da guerra e seus impactos na região.
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