Diário de São Paulo
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Irã autoriza passagem de navios com bens humanitários pelo Estreito de Ormuz

Medida tenta assegurar circulação de ajuda essencial em meio à tensão militar na região

Navio percorre rota pelo Estreito de Ormuz - Imagem: Hamad Mohammed / REUTERS
Navio percorre rota pelo Estreito de Ormuz - Imagem: Hamad Mohammed / REUTERS

Lívia Gennari Publicado em 04/04/2026, às 19h01


O governo do Irã decidiu permitir a travessia de embarcações que transportam bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, em meio à escalada de tensões na região. A iniciativa foi comunicada às autoridades portuárias responsáveis pela rota, segundo informações divulgadas pela agência estatal Tasnim.

De acordo com a publicação, o governo iraniano determinou a adoção de medidas para viabilizar a passagem desses navios, considerados prioritários no atual contexto. Uma relação de embarcações foi elaborada, e empresas envolvidas no transporte de ajuda humanitária devem receber autorizações formais para cruzar o estreito.

A decisão ocorre após o endurecimento das restrições na região desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã. Em um primeiro momento, a circulação marítima chegou a ser interrompida, o que provocou forte reação nos mercados internacionais e impulsionou o preço do petróleo.

Considerado uma das principais rotas marítimas do mundo, o Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do transporte global de petróleo bruto. A via conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e tem papel central no abastecimento energético e no comércio internacional.

Nos últimos dias, o Irã já vinha flexibilizando a passagem para embarcações de países não envolvidos diretamente nas hostilidades. Navios com bandeiras de França, Omã e Japão conseguiram cruzar a região sob essas condições.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar Teerã para restabelecer totalmente o fluxo marítimo. Ele estabeleceu um prazo de 48 horas e ameaçou novas ações militares caso a circulação não seja normalizada, elevando ainda mais a tensão em uma área considerada vital para a economia global.


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