Uma investigação sobre o tiroteio no fim de semana em um supermercado no oeste de Nova York se voltará, nesta segunda-feira (16), para saber se as autoridades

Redação Publicado em 16/05/2022, às 00h00 - Atualizado às 13h31
Uma investigação sobre o tiroteio no fim de semana em um supermercado no oeste de Nova York se voltará, nesta segunda-feira (16), para saber se as autoridades não perceberam sinais indicadores e bandeiras vermelhas deixados pelo atirador adolescente antes de sua matança racista.

Autoridades disseram que Payton Gendron, de 18 anos, realizou um ato de “extremismo violento com motivação racial” quando abriu fogo com um rifle semiautomático no sábado (14) no Tops Friendly Market em Buffalo, onde 11 dos 13 mortos eram negros.
“As evidências que descobrimos até agora não são enganosas. Este é um crime de ódio absolutamente racista que será processado como crime de ódio”, disse o comissário de polícia de Buffalo, Joseph Gramaglia, a repórteres no domingo (15).
Além de buscar uma compreensão mais clara dos motivos do ataque de Gendron, as autoridades se concentrarão no que poderia ter sido feito para detê-lo, à medida que surgem detalhes do comportamento preocupante do adolescente no ensino médio e na sua atuação online.
Gendron figurou no radar da polícia local em junho passado, quando a polícia o deteve depois que ele fez uma ameaça “generalizada” em sua escola, disse Gramaglia.
Depois de uma avaliação de saúde mental na época, ele foi liberado após um dia e meio.
Um manifesto de 180 páginas que circulou na internet – e que pode ter sido de autoria de Gendron -, delineava a Grande Teoria da Substituição, uma teoria de conspiração racista de que os brancos estavam sendo substituídos por minorias nos Estados Unidos e em outros lugares.
Outro documento online, que também parece ter sido escrito por Gendron, esboça uma lista de tarefas para o ataque, incluindo limpar a arma e testar a transmissão ao vivo que ele usaria para transmitir o crime nas mídias sociais.
Um porta-voz da promotoria do condado de Erie se recusou a comentar os documentos. Gendron se rendeu à polícia após o tiroteio.
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Agência Brasil
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