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Global Chain

Interpol desmantela esquema internacional de tráfico humano

Uma operação internacional liderada pela Interpol resultou na identificação de 1.194 vítimas e na prisão de 158 suspeitos em 43 países

Ação mobilizou 15 mil agentes e focou na exploração sexual e trabalho forçado - Imagem gerada por IA
Ação mobilizou 15 mil agentes e focou na exploração sexual e trabalho forçado - Imagem gerada por IA

William Oliveira Publicado em 11/07/2025, às 13h21


Uma ampla operação internacional contra o tráfico de pessoas resultou na identificação de 1.194 potenciais vítimas e na prisão de 158 suspeitos em 43 países, conforme divulgado nesta sexta-feira (11) pela Interpol.

Batizada de Global Chain, a ação ocorreu entre os dias 1º e 6 de junho e mobilizou cerca de 15 mil agentes de segurança de diferentes nações.

Segundo a Interpol, com sede em Lyon, França, a maioria das vítimas identificadas é originária da Romênia, Ucrânia, Colômbia e China.

A operação foi liderada por autoridades da Áustria e Romênia, com o apoio da Interpol, Europol e Frontex — agência de controle de fronteiras da União Europeia. O foco principal foi o combate à exploração sexual, trabalho forçado e mendicância, com atenção especial à proteção de menores.

Entre os desdobramentos mais relevantes, destaca-se o desmonte de uma rede criminosa no Brasil que enviava vítimas para Myanmar. Também foram realizadas ações em casas de massagem na Itália, suspeitas de envolvimento com tráfico humano, além da descoberta de uma rede de prostituição infantil na Tailândia.

Na Ucrânia, a polícia desarticulou uma organização que planejava levar mulheres para Berlim com fins de exploração sexual.

A operação teve alcance global, com intervenções notáveis na Romênia, Montenegro e Áustria.

Durante a ação, mais de 20 mil locais foram inspecionados e cerca de 1 milhão de pessoas passaram por verificações detalhadas. Foram apreendidas substâncias ilícitas, armas, documentos falsificados e mais de 277 mil euros em espécie.

O Brasil, ao lado de países como Espanha e Colômbia, teve papel de destaque na operação, que foi coordenada no âmbito da Plataforma Multidisciplinar Europeia contra Ameaças Criminosas (EMPACT). O esforço recebeu financiamento do projeto I-FORCE, da Interpol, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.


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