Organização da ONU alerta para o alto número de vítimas infantis no conflito; ataque a uma escola no Irã deixou cerca de 150 estudantes mortos.

Redação Publicado em 06/03/2026, às 11h10
A guerra no Oriente Médio resultou na morte de pelo menos 192 crianças, com a maioria das vítimas no Irã, destacando o impacto devastador do conflito sobre a população infantil.
O Unicef relatou que 181 crianças morreram no Irã, além de registros de mortes no Líbano, Israel e Kuwait, evidenciando a gravidade da situação.
Em resposta a um ataque a uma escola de meninas no Irã, que deixou cerca de 150 estudantes mortos, a ONU pediu uma investigação internacional, enquanto os EUA e Israel afirmaram estar apurando o ocorrido e o Irã exigiu responsabilização.
A guerra em curso no Oriente Médio já provocou a morte de ao menos 192 crianças, segundo levantamento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os dados apontam que a maioria das vítimas infantis foi registrada no Irã, país que tem sido um dos principais palcos dos confrontos recentes.
De acordo com a organização, 181 crianças morreram no Irã, enquanto sete mortes foram registradas no Líbano, três em Israel e uma no Kuwait desde o início da escalada militar na região.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Unicef destacou o impacto desproporcional da guerra sobre a população infantil.
“As crianças não começam guerras, mas pagam um preço inaceitavelmente alto”, afirmou a entidade.
Um dos episódios mais graves ocorreu no início do conflito, quando um ataque atingiu uma escola de meninas no sul do Irã. Segundo autoridades iranianas, cerca de 150 estudantes morreram no bombardeio.
Diante da gravidade do episódio, o Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu a abertura de uma investigação internacional para esclarecer as circunstâncias do ataque. Em Genebra, a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário de Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa”.
A ONU informou que ainda não há elementos suficientes para determinar quem foi responsável pelo bombardeio ou se o caso pode ser classificado como crime de guerra.
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que suas forças não atacariam deliberadamente uma escola, enquanto Israel informou que investiga o ocorrido. Já o governo iraniano classificou o ataque como “criminoso” e cobrou responsabilização internacional.
A escalada militar no Oriente Médio tem provocado centenas de mortes e ampliado a preocupação de organizações humanitárias sobre o impacto do conflito na população civil, especialmente entre crianças.
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