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Cessar-fogo

Guerra no Oriente Médio: G7 acusa Irã de terrorismo e pede cessar-fogo

Com mais de 55 mil mortos desde outubro, G7 solicita cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e resolução da crise iraniana

Líderes do G7  destacam a importância da proteção de civis na região - Imagem gerada por IA
Líderes do G7 destacam a importância da proteção de civis na região - Imagem gerada por IA

William Oliveira Publicado em 17/06/2025, às 10h45


Na terça-feira (17), os líderes do G7 emitiram uma declaração conjunta sobre o agravamento do conflito entre Israel e Irã, apelando por uma desescalada urgente das tensões no Oriente Médio. O grupo reiterou seu apoio irrestrito a Tel Aviv e classificou Teerã como uma “fonte de instabilidade e terror regional”.

“Nós, líderes do G7, reiteramos nosso compromisso com a paz e a estabilidade no Oriente Médio. Nesse contexto, afirmamos que Israel tem o direito de se defender. Também afirmamos a importância da proteção de civis. O Irã é a principal fonte de instabilidade e terror regionais. Temos sido consistentemente claros ao afirmar que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear”, diz o comunicado.

A declaração foi endossada por todos os países do G7: Canadá (anfitrião da cúpula), Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão, além de representantes da União Europeia.

No texto oficial, os líderes também solicitaram um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, onde mais de 55 mil pessoas já morreram desde o início do conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas, em outubro de 2023.

“Instamos que a resolução da crise iraniana leve a uma redução mais ampla das hostilidades no Oriente Médio, incluindo um cessar-fogo em Gaza”, afirmaram os líderes.

Escalada entre Israel e Irã

A declaração do G7 ocorre em um momento crítico da crescente hostilidade entre Israel e Irã, que vêm trocando ataques com mísseis nas últimas semanas. A crise se agravou após bombardeios israelenses em território iraniano, sob a justificativa de que Teerã mantém um programa nuclear clandestino.

As ofensivas atingiram instalações nucleares suspeitas e alvos militares ligados à Guarda Revolucionária, resultando na morte de três soldados iranianos. Desde o início dos confrontos diretos, os ataques causaram 224 mortes no Irã e 22 em Israel.

Divergência sobre cessar-fogo

Em meio ao agravamento do conflito, o presidente dos Estados Unidos fez uma visita relâmpago ao Canadá, antes de retornar a Washington. Durante coletiva, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que Donald Trump teria proposto um cessar-fogo aos líderes envolvidos. A declaração, no entanto, foi veementemente negada pelo ex-presidente americano.

“Macron disse erroneamente que deixei a Cúpula do G7, no Canadá, para voltar a D.C. para trabalhar em um ‘cessar-fogo’ entre Israel e Irã. Errado! Ele não tem ideia de por que estou agora a caminho de Washington, mas certamente não tem nada a ver com um cessar-fogo. Muito maior do que isso”, disse Trump em nota.

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