Conversas entre líderes mundiais não resultam em avanços na paz na Ucrânia, com Trump expressando descontentamento sobre Putin

Redação Publicado em 04/07/2025, às 09h10
A tentativa de diálogo sobre a guerra na Ucrânia não trouxe os resultados esperados. Uma conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, terminou em frustração nesta sexta-feira (04), com Trump expressando que Putin não parece disposto a encerrar o conflito.
As iniciativas diplomáticas dos EUA para buscar o fim da guerra na Ucrânia têm encontrado grandes obstáculos. Donald Trump tem enfrentado crescentes pedidos, inclusive de membros de seu próprio partido Republicano, para intensificar a pressão sobre Putin e levá-lo a negociar seriamente.
Diálogo frustrado e ataques persistem
Após o contato com Putin na quinta-feira (03), Trump tem agendada uma conversa com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para esta sexta-feira (04). Essa informação foi compartilhada com jornalistas quando Trump retornou a Washington de uma viagem a Iowa.
"Estou muito desapontado com a conversa que tive hoje com o presidente Putin, porque acho que ele não está lá, e estou muito desapontado", declarou Trump. Ele acrescentou: "Eu só estou dizendo que eu não acho que ele está buscando parar, e isso é uma pena."
Durante a conversa de quase uma hora, os dois líderes não discutiram a recente interrupção em alguns envios de armas dos EUA para Kiev, de acordo com um resumo divulgado por um assessor de Putin. Horas depois do término da ligação, um aparente ataque de drone russo provocou um incêndio em um prédio residencial nos arredores de Kiev, conforme autoridades ucranianas, sinalizando pouca alteração no cenário do conflito.
Zelensky e o cenário do conflito
Na própria capital ucraniana, Kiev, testemunhas relataram explosões e sons de metralhadoras pesadas enquanto as unidades de defesa aérea se esforçavam para combater drones. No leste do país, bombardeios russos resultaram na morte de cinco pessoas.
"Eu não fiz nenhum progresso com ele", disse Trump a jornalistas na quinta-feira (03). O presidente Zelensky havia mencionado a repórteres na Dinamarca, mais cedo no mesmo dia, que esperava falar com Trump nesta sexta-feira (04) sobre a pausa nos envios de algumas armas, notícia divulgada pela primeira vez esta semana.
Ao sair de Washington para Iowa, Trump afirmou a jornalistas que o fluxo de armas "não parou" completamente, mas responsabilizou seu antecessor, Joe Biden, por enviar tantas armas que arriscou enfraquecer as defesas dos EUA. A situação da guerra na Ucrânia continua sendo um ponto crucial no cenário internacional, e os esforços diplomáticos, até o momento, não indicam avanços significativos.
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