O novo pacto entre Israel e Hamas prevê a libertação de reféns e prisioneiros, além de um plano de reconstrução para Gaza

William Oliveira Publicado em 09/10/2025, às 10h10
Nesta quinta-feira (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião extraordinária do governo para discutir e ratificar um novo acordo de paz com o grupo Hamas. No encontro, as delegações chegaram a um consenso sobre a implementação da primeira fase do acordo, que prevê a troca de reféns mantidos na Faixa de Gaza por prisioneiros palestinos.
Segundo Netanyahu, a reunião foi decisiva para deliberar sobre a libertação dos detidos palestinos. Caso haja aprovação e nenhuma contestação seja feita pelo Supremo Tribunal de Justiça, o governo israelense poderá prosseguir com a soltura dos prisioneiros.
"Agradeço aos heróicos soldados das Forças de Defesa de Israel e a todo o aparato de segurança, cuja bravura e sacrifício nos trouxeram até hoje. Se Deus quiser, continuaremos juntos para alcançar todos os nossos objetivos e expandir a paz com nossos vizinhos", afirmou Netanyahu, reconhecendo também o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teve papel significativo na elaboração do acordo.
Atualmente, 48 reféns permanecem sob custódia do Hamas em Gaza, sendo que 20 deles estão vivos. Segundo os termos do acordo, o Hamas deverá liberar os sequestrados, assim como os corpos dos falecidos, em até 72 horas após a confirmação pública do pacto por Israel. Trump estima que a liberação ocorra na próxima segunda-feira (13).
O Hamas comemorou a conclusão do acordo, declarando que "os sacrifícios do povo não serão em vão" e reafirmando seu compromisso em respeitar as promessas feitas nas negociações. O grupo destacou: "Não abandonaremos os direitos nacionais do nosso povo: alcançar a liberdade, a independência e a autodeterminação".
Acordo de Paz
O tratado de paz, mediado pelos Estados Unidos, representa um avanço significativo rumo ao fim de um conflito que já dura décadas. Ele envolve a liberação dos reféns mantidos pelo Hamas em troca da soltura de 250 palestinos condenados e cerca de 1.700 detidos em Israel.
Além disso, prevê a retirada das tropas israelenses da região, a desmilitarização de Gaza e a abertura para a entrada de ajuda humanitária destinada à reabilitação da infraestrutura local.
Se implementado, o pacto poderá marcar o início do término formal do conflito armado, abrindo caminho para reconstrução e estabilidade. A criação do Conselho da Paz, liderado por Donald Trump e outros ex-líderes mundiais, será central nesse processo. Esse órgão terá a missão de supervisionar a transição administrativa de Gaza, garantir segurança, coordenar a entrega de ajuda internacional e iniciar negociações para formar um governo local legítimo e representativo.
Inicialmente, a implementação do acordo seguirá o seguinte cronograma:
O acordo também estabelece um plano de reconstrução econômica, incluindo a criação de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais para Gaza, incentivos a investimentos estrangeiros e promoção de infraestrutura básica, como abastecimento de água, energia elétrica e serviços médicos. Essas medidas podem melhorar a qualidade de vida e reduzir tensões sociais.
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