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Segurança internacional

EUA avisam Brasil sobre plano para classificar PCC e CV como terroristas e endurecer combate financeiro

Comunicação prévia a autoridades brasileiras antecipa ofensiva de Washington contra facções; medida pode impactar relações diplomáticas e sistema financeiro.

Governo dos EUA sinaliza endurecimento contra facções brasileiras e abre novo capítulo nas relações de segurança com o Brasil. - Imagem: Reprodução
Governo dos EUA sinaliza endurecimento contra facções brasileiras e abre novo capítulo nas relações de segurança com o Brasil. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 17/04/2026, às 10h13


O governo dos Estados Unidos sinalizou a intenção de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que pode impactar diretamente o sistema financeiro internacional e a diplomacia entre os países.

O Departamento de Estado dos EUA justifica a proposta com a alegação de que essas facções estão envolvidas em lavagem de dinheiro em escala global, o que poderia resultar em sanções severas e bloqueio de ativos.

Enquanto o governo brasileiro, sob Luiz Inácio Lula da Silva, expressa resistência à proposta por temer interferências externas, a discussão sobre segurança e o papel das instituições financeiras deve se intensificar nas próximas semanas.

O governo dos Estados Unidos comunicou previamente autoridades brasileiras sobre uma possível mudança estratégica no combate ao crime organizado: a intenção de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O recado foi dado durante reunião com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, em um gesto considerado diplomático por antecipar uma decisão que pode ter efeitos diretos no sistema financeiro internacional.

A proposta está sendo conduzida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que argumenta que as facções brasileiras atuam em esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro e movimentam recursos em escala global. Com a eventual classificação como organizações terroristas estrangeiras, essas redes passariam a sofrer sanções mais duras, incluindo o bloqueio imediato de ativos e restrições severas ao uso do sistema financeiro internacional.

Na prática, a medida permitiria que autoridades americanas ampliassem o alcance de suas ações, atingindo empresas, indivíduos e instituições que, direta ou indiretamente, mantenham relações financeiras com essas organizações. O impacto poderia ultrapassar fronteiras e afetar operações bancárias e comerciais ligadas ao Brasil.

A iniciativa representa uma mudança relevante na abordagem dos EUA para o crime organizado na América Latina, elevando o tema ao nível de segurança nacional. Em outros países, decisões semelhantes foram adotadas sem aviso prévio — o que torna a comunicação ao Brasil um movimento interpretado como tentativa de preservar canais diplomáticos.

Por outro lado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra resistência à proposta. A avaliação é que a classificação pode abrir margem para interferências externas e gerar efeitos colaterais sobre a soberania nacional, além de possíveis impactos econômicos e institucionais.

Especialistas apontam que a medida pode intensificar o combate ao financiamento do crime organizado, mas também traz desafios diplomáticos e jurídicos, especialmente no que diz respeito à cooperação internacional e aos limites de atuação de potências estrangeiras em temas internos.

O tema deve avançar nas próximas semanas e tende a ampliar o debate sobre segurança, política externa e o papel das instituições financeiras no enfrentamento ao crime transnacional.


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