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Venezuela

Espanha concede asilo a Edmundo González Urrutia, opositor de Maduro

Governo espanhol reafirma apoio à democracia na Venezuela

Governo espanhol reafirma apoio à democracia na Venezuela - Imagem: Reprodução / X / @Jojotoweb
Governo espanhol reafirma apoio à democracia na Venezuela - Imagem: Reprodução / X / @Jojotoweb

Gabriela Thier Publicado em 20/12/2024, às 15h57


O governo espanhol anunciou, na última sexta-feira (20), a concessão de asilo a Edmundo González Urrutia, um dos principais opositores ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela. A confirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, durante sua participação em uma audiência no Senado.

"O pedido de asilo apresentado por Edmundo González foi aceito e ele será oficialmente notificado nos próximos dias", declarou Albares à imprensa. Essa decisão já era esperada desde que o opositor chegou a Madri, a bordo de um avião militar espanhol, no dia 8 de setembro, após se refugiar na embaixada espanhola em Caracas. Ele havia denunciado estar sob perseguição política após as conturbadas eleições presidenciais realizadas em 28 de julho.

Nas referidas eleições, o governo proclamou Nicolás Maduro como vencedor para um terceiro mandato de seis anos. No entanto, a oposição, encabeçada por María Corina Machado, contestou os resultados alegando fraudes e reivindicando a vitória de González.

González reafirmou em diversas ocasiões sua intenção de retornar a Caracas no dia 10 de janeiro para assumir o cargo de presidente durante a cerimônia de posse programada. A declaração do ministro espanhol ocorreu após uma reunião entre ele e González em Madri.

Em suas redes sociais, Edmundo González compartilhou que o ministro Albares reiterou "a posição do Estado espanhol", conforme expresso em um documento do Conselho Europeu. Nesse documento, a organização exige a libertação de todos os prisioneiros políticos na Venezuela e cobra que o país cumpra seus compromissos com o direito internacional.

Além disso, o texto ressalta que "a União Europeia se compromete a utilizar todos os recursos disponíveis para apoiar a democracia e facilitar uma transição pacífica e inclusiva na Venezuela".


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