Governo aponta ameaça direta após explosões em área petrolífera e indica direito de resposta

Manoela Cardozo Publicado em 04/05/2026, às 17h02
Os Emirados Árabes Unidos condenaram publicamente novos ataques atribuídos ao Irã, após mísseis e drones atingirem áreas consideradas sensíveis no país.
Em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores classificou a ação como uma “escalada perigosa” e uma “transgressão inaceitável”, destacando que os episódios representam uma ameaça direta à segurança e à estabilidade do território. O texto também afirma que os ataques violam normas do direito internacional e princípios estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.
O governo dos Emirados declarou que não será complacente diante de riscos à sua soberania e ressaltou que mantém o “pleno e legítimo direito” de responder aos ataques conforme previsto nas normas internacionais.
Além da reação diplomática, autoridades confirmaram que três cidadãos indianos ficaram feridos após um incêndio de grandes proporções atingir uma área industrial ligada ao setor petrolífero em Fujairah. Segundo informações oficiais, o fogo teria sido provocado por um drone, e as vítimas foram encaminhadas para atendimento hospitalar.
O comunicado também classificou o ataque contra civis como inaceitável sob qualquer parâmetro legal ou humanitário e cobrou o fim imediato das ações. Os Emirados responsabilizaram diretamente o Irã pelas consequências do episódio.
O caso marca os primeiros registros de ataques desde que o país declarou seu espaço aéreo livre de ameaças no início de abril, período que coincidiu com o anúncio de um cessar-fogo envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O novo episódio reacende preocupações na região e amplia o clima de tensão em torno de áreas estratégicas.
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