O embaixador João Genésio de Almeida, representante permanente adjunto do Brasil junto à Organização Nações Unidas (ONU), afirmou hoje (23) durante sessão

Redação Publicado em 23/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 17h25
O embaixador João Genésio de Almeida, representante permanente adjunto do Brasil junto à Organização Nações Unidas (ONU), afirmou hoje (23) durante sessão emergencial da Assembleia-Geral, que o Brasil está preocupado com os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia para as pessoas mais vulneráveis, “inclusive com os relatos de dificuldades para retirar pessoas com deficiências”.

“Os civis que desejam fugir das hostilidades devem poder fazê-lo em segurança, e aqueles que decidem ficar não podem tornar-se alvos de ataques. Da mesma forma, as partes devem conceder passagem segura a remessas de socorro aos necessitados”, defendeu o embaixador.
Genésio de Almeida disse que é preciso cuidar não apenas dos refugiados, mas também dos cidadãos que ficaram na Ucrânia, reforçando a importância do fim das hostilidades. Ele alertou que a guerra pode ter um impacto devastador na segurança alimentar e aumentar o risco na fome no mundo todo, principalmente em países em desenvolvimento. O embaixador disse que as sanções indiscriminadas também podem ter efeitos negativos para os mais pobres, que estão ainda tentando se recuperar dos danos da pandemia.
“Independentemente das causas de um conflito, uma vez que ele irrompe os civis devem ser poupados, os feridos devem receber cuidados médicos, a assistência humanitária deve chegar aos necessitados e os detidos devem ser tratados com humanidade em todas as circunstâncias”, disse.
Sergiy Kyslytsya, embaixador da Ucrânia na ONU, lembrou que amanhã (24) faz um mês que começou a invasão russa. “Um mês desde que a vida dos ucranianos foi dividida em duas partes: um passado pacífico e o agora, cheio de guerra, sofrimento, morte e destruição”.
Kyslytsya chamou a atenção que cidadãos ucranianos estão morrendo de fome e sendo mortos enquanto tentam fugir de cidades destruídas. Ele pediu aos países integrantes da ONU assinassem uma resolução que pede o fim imediato das agressões pela Rússia.
Vassily Nebenzya, o embaixador russo, por sua vez, pediu aos países que não votem a favor da resolução apresentada pela Ucrânia que, segundo ele, foi apresentada no contexto dos esforços antirussos.
Nebenzya afirmou que apresentará uma resolução humanitária apoiada pela Rússia no Conselho de Segurança. “Se nossos colegas ocidentais no Conselho de Segurança estavam realmente preocupados com a situação humanitária no local, eles têm a oportunidade de votar em nosso projeto de resolução humanitária”.
.
.
.
Agencia Brasil
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Fies: estudantes com parcelas em dia terão mais tempo para quitar financiamento

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Mulher é encontrada morta em estacionamento de UBS na Zona Sul de São Paulo

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação

CPTM amplia pagamento de bilhetes via Pix para todas as estações do sistema