Claudia Sheinbaum critica tarifas e propõe diálogo com EUA sobre migração

Gabriela Thier Publicado em 27/01/2025, às 19h24
No início do governo de Donald Trump, o México registrou a chegada de aproximadamente 4 mil migrantes deportados, a maior parte cidadãos mexicanos. A informação foi divulgada pela presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (27).
Entre os dias 20 e 26 de janeiro, foram contabilizados 4.094 deportados, conforme relatou a presidente. Ela ressaltou que esse número está dentro da média habitual de deportações que o país vizinho costuma receber e não representa um aumento significativo nas expulsões.
Dados oficiais indicam que mais de 190 mil pessoas foram deportadas para o México entre janeiro e novembro de 2024, o que equivale a uma média mensal superior a 17.200 indivíduos.
Recentemente, as relações entre Colômbia e Estados Unidos passaram por tensões relacionadas ao tema das deportações. Em resposta, Sheinbaum expressou apoio a um acordo que permitirá à Colômbia receber seus cidadãos deportados sem a imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos. "Nem as tarifas nem outros mecanismos são bons", comentou.
A presidente também confirmou que o México recebeu quatro voos com deportados na semana em questão, após a posse de Trump, que havia prometido uma política rigorosa em relação à deportação de estrangeiros sem documentação.
Trump fez ameaças de implementar tarifas ao México e ao Canadá, seus aliados no Tratado-Mercosul (T-MEC), se não houver ações eficazes contra a travessia de migrantes e o tráfico de drogas nas fronteiras destes países.
Ao discutir questões migratórias, os governos do México e dos EUA estão em diálogo constante, que pode abranger outras áreas da relação bilateral, conforme apontou Sheinbaum.
Além disso, a presidenta está avaliando a participação do México na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), convocada pela presidenta de Honduras, Xiomara Castro. O encontro tem como objetivo debater as questões migratórias em meio às recentes mudanças na política americana sob a administração Trump.
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