Desde o início da ofensiva militar israelense, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas

Gabriela Thier Publicado em 01/10/2025, às 15h47
A Cruz Vermelha anunciou a suspensão temporária de suas operações na cidade de Gaza, em resposta ao aumento das atividades militares israelenses, alertando que a população restante enfrenta condições humanitárias alarmantes.
Em comunicado oficial, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) informou que sua retirada do escritório local foi uma medida necessária para garantir a segurança de seus colaboradores e a continuidade de suas ações humanitárias. O pessoal foi deslocado para o sul da Faixa de Gaza, como parte dessa estratégia.
Apesar dessa interrupção, o CICV reafirmou seu compromisso em retornar à cidade assim que as condições de segurança permitirem. A organização destacou que, no momento, dezenas de milhares de pessoas permanecem na área enfrentando situações extremamente difíceis e necessitando urgentemente de assistência humanitária.
O CICV também comunicou que continuará oferecendo suporte às comunidades e hospitais operacionais na capital da Faixa de Gaza, utilizando escritórios em Deir al-Balah e Rafah, onde as atividades continuam em pleno funcionamento.
A ofensiva militar israelense, iniciada em 16 de setembro, visa desmantelar o grupo extremista Hamas, considerado um dos principais responsáveis pela violência na região. Desde o início das hostilidades, mais de um milhão de pessoas foram forçadas a se deslocar para o sul da Faixa de Gaza em busca de segurança.
Os combates têm se intensificado diariamente, resultando em numerosas fatalidades, muitas delas entre civis. O conflito já custou a vida a mais de 66 mil palestinos na Faixa de Gaza desde que Israellançou sua ofensiva em resposta aos ataques do Hamas no sul do país, ocorridos em outubro de 2023, que deixaram 1.200 mortos e 251 reféns.
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