Autoridades dos EUA alertaram que Pyongyang pode realizar sétimo teste nuclear a qualquer momento

G1 Publicado em 28/07/2022, às 07h45
A Coreia do Norteestá pronta para mobilizar seu arsenal de guerra nuclear, disse na quarta-feira (27/7) o seu líder Kim Jong-un.
Em discurso em um evento de aniversário da Guerra da Coreia (1950-1953), Kim acrescentou que o país está "totalmente pronto para qualquer confronto militar" com os EUA, segundo a agência de notícias estatal KCNA.
Autoridades americanas especulam que a Coreia do Norte possa estar preparando um sétimo teste nuclear. Os EUA alertaram no mês passado que Pyongyang poderia realizar esse teste a qualquer momento.
O teste nuclear mais recente da Coreia do Norte aconteceu em 2017. No entanto, as tensões estão aumentando na península coreana.
O representante especial dos EUA na Coreia do Norte, Sung Kim, disse que a Coreia do Norte testou um número inédito de mísseis este ano: foram 31 em comparação com os 25 de 2019, ano em que o último recorde havia sido estabelecido.
Em junho, a Coreia do Sul respondeu lançando oito mísseis.
Embora a Guerra da Coreia tenha terminado em trégua, a Coreia do Norte classifica o resultado do conflito como uma vitória contra os EUA. As celebrações anuais do "Dia da Vitória" são marcadas por desfiles militares, fogos de artifício e dança.
Em seu discurso para marcar o evento, Kim disse que as ameaças nucleares dos EUAexigem que a Coreia do Norte cumpra a "tarefa histórica urgente" de fortalecer sua defesa.
Segundo o líder norte-coreano, os EUA distorcem os exercícios militares regulares da Coreia do Norte e os tratam como provocações.
Ele também falou sobre a estratégia da Coreia do Sulde combater a ameaça nuclear de Pyongyang ao preparar ataques preventivos no caso de uma ofensiva iminente.
Essa estratégia, batizada de "Kill Chain", foi elaborada pela primeira vez há uma década. Ela prevê ataques preventivos contra os mísseis de Pyongyang e possivelmente também contra o alto escalão do governo norte-coreano.
Alguns analistas alertaram que a estratégia é arriscada e que pode alimentar uma corrida armamentista.
Na celebração do Dia da Vitória, Kim disse que o governo e os militares do presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, seriam "dizimados" caso realizem ataques preventivos.
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