A Liga Árabe e a Rússia criticam os ataques israelenses, enquanto potências ocidentais expressam apoio a Tel Aviv

Gabriela Thier Publicado em 13/06/2025, às 14h58
Nesta sexta-feira (13), os ataques de Israel a instalações nucleares e militares do Irã geraram uma onda de condenações e apoios em todo o mundo. Enquanto países como China, Rússia e a Liga Árabe expressaram forte desapreço pelas ações israelenses, potências ocidentais, incluindo França e Estados Unidos, manifestaram respaldo a Tel Aviv.
O Brasil também se posicionou contra os ataques, caracterizando-os como uma violação significativa do direito internacional e da soberania iraniana. A declaração do governo brasileiro reforçou a necessidade de respeito às normas que regem as relações internacionais.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, expressou a preocupação do país com as repercussões dos ataques, reiterando a oposição da China a ações que infrinjam a soberania e a segurança do Irã. "O aumento repentino das tensões na região não atende aos interesses de ninguém", declarou.
A Liga Árabe, que congrega 22 países de maioria árabe, condenou os ataques israelenses, ressaltando que tais ações representam uma grave violação do direito internacional e podem precipitar um conflito regional mais amplo.
Por sua vez, o governo da Rússia manifestou sua reprovação às ações de Israel, considerando-as cínicas por ocorrerem em um momento delicado de negociações entre Teerã e Washington sobre o programa nuclear iraniano. O Kremlin afirmou que os ataques comprometeram significativamente os esforços diplomáticos destinados à redução das tensões e à busca por soluções pacíficas.
A Rússia enfatizou que questões dessa natureza não devem ser abordadas por vias militares e instou os países ocidentais a refletirem sobre as consequências de suas posturas provocativas no Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
No cenário asiático, a Índia também se manifestou, embora não tenha condenado os ataques. O governo indiano expressou profunda preocupação com os recentes eventos e destacou suas relações amistosas tanto com o Irã quanto com Israel. A Índia propôs apoio para facilitar uma solução diplomática à crise e instou ambas as partes a evitarem qualquer escalada adicional.
Na Europa, o governo francês reafirmou seu direito de Israel à autodefesa enquanto criticava o programa nuclear iraniano. O presidente Emmanuel Macron pediu contenção das hostilidades para não comprometer a estabilidade regional. O Ministério das Relações Exteriores da França enfatizou suas preocupações contínuas sobre as atividades nucleares do Irã.
O Reino Unido, embora não tenha condenado explicitamente os ataques, aconselhou seus cidadãos a evitarem viajar para Israel e pediu pela contenção das hostilidades. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer ressaltou a importância da estabilidade no Oriente Médio e pediu um retorno à diplomacia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, descreveu a situação no Oriente Médio como alarmante. Ela apelou para que todas as partes envolvidas exerçam contenção imediata e busquem soluções diplomáticas para restaurar a paz na região.
Com essa diversidade de reações internacionais, fica claro que o impacto dos conflitos no Oriente Médio ressoa globalmente, exigindo atenção contínua da comunidade internacional para evitar uma escalada ainda maior nas tensões existentes.
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