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Enchente na China

Chuvas intensas deixam mortos, desalojados e cidades alagadas no sul e centro da China

Chuvas torrenciais causam alagamentos, suspendem aulas e forçam evacuações na China

China enfrenta enchentes severas após dias de chuva intensa - Imagem: Reprodução/REUTERS
China enfrenta enchentes severas após dias de chuva intensa - Imagem: Reprodução/REUTERS

Julio Cezar Souza Publicado em 19/05/2026, às 11h42


As fortes chuvas que atingem o sul e o centro da China continuaram provocando destruição nesta terça-feira (19), deixando ao menos 21 mortos, milhares de desalojados e uma série de transtornos em diferentes províncias do país. As autoridades locais também registraram enchentes severas, deslizamentos de terra e interrupções no transporte, no fornecimento de energia e nas atividades escolares e comerciais.

Segundo a agência meteorológica chinesa, as províncias de Jiangxi, Anhui, Hunan, Hubei, Guizhou, Guangxi, Guangdong e Hainan permanecem em alerta elevado para novos desastres relacionados às chuvas intensas. O governo central anunciou o envio de 150 milhões de yuans, cerca de R$ 111 milhões, para ações emergenciais de socorro às vítimas e recuperação das áreas atingidas.

Na cidade de Jingzhou, localizada na província de Hubei, moradores enfrentaram ruas completamente tomadas pela água. Imagens divulgadas nas redes sociais chinesas mostram veículos quase submersos e pessoas caminhando com água acima dos joelhos em áreas residenciais e comerciais.

O caso mais grave ocorreu em Guangxi, no sudoeste do país, onde uma caminhonete transportando 15 trabalhadores rurais caiu em um rio após o transbordamento causado pelas chuvas. Dez pessoas morreram no acidente, segundo a emissora estatal CCTV.

Outras mortes foram registradas em diferentes regiões do país. Em Guizhou, quatro pessoas morreram após inundações provocadas pelo temporal. Já em Hubei, três vítimas foram encontradas em uma vila localizada em área de risco para alagamentos. Em Hunan, uma pessoa também morreu em decorrência das fortes chuvas.

As autoridades chinesas suspenderam aulas, fecharam estabelecimentos comerciais e interromperam parte dos serviços de transporte em áreas afetadas. Em algumas cidades de Hubei e Hunan, moradores precisaram ser retirados preventivamente de regiões vulneráveis.

Meteorologistas apontam que o grande volume de chuva foi provocado pela combinação de umidade vinda da Baía de Bengala, do Mar da China Meridional e do Oceano Pacífico. Além disso, a lenta movimentação do sistema climático aumentou os acumulados em uma extensa faixa territorial superior a mil quilômetros.

De acordo com o Centro Meteorológico Nacional da China, o sistema deve avançar gradualmente para o leste e o sul do país nos próximos dias. A previsão é de que as chuvas mais intensas atinjam áreas próximas ao rio Yangtzé a partir de quarta-feira (20).

Na ilha de Hainan, autoridades emitiram alerta de desastre geológico após o desabamento de uma encosta atingir uma rodovia em Lingshui, provocando o fechamento de importantes vias da região.

Em Guangxi, além das enchentes, equipes de emergência também lidam com os impactos de um terremoto de magnitude 5,2 registrado na segunda-feira (18). O tremor levou à criação de 99 abrigos temporários e à retirada de aproximadamente 7 mil moradores de áreas consideradas de risco.


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