A China classifica o aumento das tarifas americanas como uma ameaça ao comércio global e um exemplo de protecionismo

por Marina Milani
Publicado em 09/04/2025, às 09h41
Na manhã desta quarta-feira (09), no horário de Brasília, o Ministério das Finanças da China anunciou uma decisão significativa através da Comissão Tarifária do Conselho de Estado. Esta decisão determina um aumento expressivo nas tarifas para produtos importados dos Estados Unidos, passando de 34% para 84%. A nova taxa será implementada a partir da 00h01 do dia 10 de abril de 2025, horário local.
A nota divulgada pelo ministério enfatiza que a China apela aos Estados Unidos para que revisem imediatamente suas ações consideradas equivocadas, além de solicitar a revogação de todas as tarifas unilaterais impostas ao país asiático. O governo chinês defende que as divergências devem ser solucionadas através de um diálogo que respeite a igualdade e a mútua consideração.
Em sua declaração, o ministério chinês qualificou o aumento das tarifas por parte dos americanos como "um erro em cima de outro", afirmando que tal ação compromete severamente os direitos e interesses legítimos da China. Além disso, a medida é vista como uma ameaça ao sistema comercial multilateral que opera sob normas estabelecidas e tem um impacto negativo sobre a estabilidade da ordem econômica global. "Trata-se de um exemplo claro de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica", acrescentou o comunicado.
Esse movimento por parte da China ocorre em resposta à recente imposição dos Estados Unidos, que aplicaram uma tarifa adicional de 50% sobre produtos chineses, elevando assim o total para impressionantes 104%. A escalada nas tensões comerciais entre as duas potências parece estar longe de uma resolução pacífica.
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