Shou Zi Chew, CEO do TikTok, busca apoio de Trump para garantir a operação do aplicativo no mercado norte-americano

por Marina Milani
Publicado em 18/01/2025, às 11h21
O TikTok enfrenta um prazo crítico até o próximo domingo (19) para se desvincular da ByteDance, sua controladora chinesa, sob a pressão de preocupações relacionadas à segurança nacional. Caso não cumpra essa exigência, a plataforma poderá ser proibida de operar nos Estados Unidos.
Na última sexta-feira, 17, Shou Zi Chew, CEO do TikTok, manifestou seu agradecimento ao presidente eleito Donald Trump pela disposição em colaborar com a empresa para assegurar sua permanência no mercado norte-americano. Essa colaboração é vista como essencial, considerando que o aplicativo está sob intensa vigilância das autoridades devido a questões de segurança que envolvem dados dos usuários.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu por unanimidade manter as restrições que afetam o TikTok, complicando ainda mais a situação da plataforma. A administração do presidente Joe Biden indicou que não tomará medidas para intervir em favor do aplicativo antes que o prazo estipulado expire.
Em declarações recentes, Trump afirmou que a responsabilidade sobre o futuro do TikTok recai sobre ele, embora tenha se abstido de compartilhar detalhes sobre suas possíveis ações. Informações veiculadas por fontes da mídia sugerem que ele pode estar considerando a edição de um decreto para suspender temporariamente a legislação atual por um período que varia entre 60 e 90 dias.
Além disso, o ex-presidente revelou ter discutido o tema do TikTok durante uma conversa telefônica com Xi Jinping, líder da China, o que poderia impactar as negociações futuras relacionadas à plataforma. Em um sinal de seu compromisso em manter canais abertos de comunicação, Chew confirmou sua participação na cerimônia de posse presidencial programada para o dia 20 de janeiro.
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