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Governo Federal

Brasil é retirado do Mapa da Fome com menos de 2,5% da população em risco

O ministro Wellington Dias destaca que o plano Brasil Sem Fome é fundamental para a redução da pobreza

Imagem: Reprodução / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Imagem: Reprodução / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 28/07/2025, às 18h39


Recentemente, o Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome, um marco significativo que aponta para a redução do risco de subnutrição e acesso inadequado a alimentos entre sua população. Entre 2022 e 2024, menos de 2,5% dos brasileiros enfrentam essa condição, conforme revelado em um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), apresentado durante uma cúpula em Adis Abeba, na Etiópia, nesta segunda-feira (28). Este retorno ao status positivo acontece após o país ter sido incluído novamente na lista entre 2019 e 2021, tendo saído pela primeira vez em 2014.

Os índices de insegurança alimentar no Brasil mostraram variações nos últimos anos. Em 2021, cerca de 3,4% da população estava em situação de fome, percentual que subiu para 4,2% até o final de 2022. Entretanto, dados de 2023 indicam uma leve recuperação, com a taxa reduzida para 3,9%, ainda assim representando aproximadamente 8,4 milhões de brasileiros vivendo em condições de insegurança alimentar. Com as recentes melhorias, esse número caiu para menos de 2,5%.

O ministro Wellington Dias atribuiu essa diminuição nos índices à implementação do plano Brasil Sem Fome, lançado em agosto de 2023. Essa iniciativa engloba uma série de políticas voltadas à transferência de renda e ao incentivo à agricultura familiar, com o objetivo claro de fortalecer a segurança alimentar no país. O programa Bolsa Família, crucial no combate à pobreza, atualmente beneficia cerca de 19,6 milhões de famílias. Este é o menor número desde a reformulação do programa em março de 2023, resultado do aumento da renda das famílias.

"Retirar o Brasil do Mapa da Fome era uma das prioridades do presidente Lula ao assumir o cargo em janeiro de 2023. A meta estabelecida era alcançá-la até o final de 2026", afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Ele destacou que as ações realizadas através do Plano Brasil Sem Fome demonstram que é possível alcançar resultados significativos em um curto espaço de tempo por meio de trabalho árduo e políticas públicas eficazes. "Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia", acrescentou.

Esta marca representa a segunda vez que o governo Lula retira o Brasil dessa situação: a primeira ocorreu em 2014 após um período de políticas sociais consistentes que durou por mais de uma década. Contudo, a partir de 2018, a descontinuação desses programas levou o país a retroceder e retornar ao Mapa da Fome durante os anos de 2018 a 2020.

Além disso, sob sua presidência no G20, o Brasil também lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Esta iniciativa visa fomentar a troca de recursos e experiências entre países que enfrentam problemas semelhantes, promovendo uma colaboração internacional para combater fome e pobreza em escala global.


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