Mais de 110 mortos, incluindo crianças, em ataque a zonas humanitárias seguras

Gabriela Thier Publicado em 05/01/2025, às 12h03
Na noite da última sexta-feira (3), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma declaração veementemente condenando os recentes bombardeios israelenses que ocorreram nos dias 2 e 3 de novembro na Faixa de Gaza. Os ataques resultaram na morte de pelo menos 110 indivíduos, incluindo mulheres e crianças.
Os bombardeios tiveram um efeito devastador sobre a população civil, atingindo áreas identificadas como zonas humanitárias seguras. A nota oficial destacou que entre os mortos, ao menos 12 pessoas estavam em um acampamento para deslocados na região de Al-Mawasi.
A diplomacia brasileira enfatizou a responsabilidade de Israel em proteger os civis nos territórios ocupados, conforme estabelecido pelo Direito Internacional Humanitário. Além disso, o governo brasileiro fez um apelo por um acordo de paz duradouro. "Reiteramos nossa solicitação por um cessar-fogo permanente e abrangente, que inclua a libertação de todos os reféns e permita a entrada irrestrita de ajuda humanitária em Gaza", afirmou o comunicado.
A nota também reforçou o compromisso do Brasil com uma solução que permita a coexistência de dois Estados, defendendo a criação de um Estado palestino independente e viável que viva em paz e segurança ao lado de Israel. Essa solução deve respeitar as fronteiras definidas em 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como sua capital.
A intensificação dos bombardeios pelas Forças de Defesa de Israel desde a madrugada do dia 2 levou Philippe Lazzarini, comissário da Agência da ONU para Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa), a declarar nas redes sociais que "nenhuma zona humanitária é segura". O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) alertou que as condições básicas para a sobrevivência dos palestinos estão sendo severamente comprometidas.
Conforme informações da agência da ONU, mais de 14 mil pacientes aguardam evacuação médica para tratamento fora da região, enfrentando obstáculos devido à proibição imposta pelas autoridades israelenses para o acesso necessário.
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