Um homem de 45 anos lançou dispositivos incendiários em Boulder, ferindo oito pessoas durante manifestação em apoio a reféns israelenses

William Oliveira Publicado em 02/06/2025, às 12h29
Um incidente violento em Boulder, Colorado, deixou oito pessoas feridas no último domingo (1º), após um homem de 45 anos gritar “Palestina livre” e lançar dispositivos incendiários contra uma multidão reunida em uma manifestação em homenagem aos reféns israelenses detidos pelo Hamas em Gaza, segundo autoridades locais.
As vítimas — quatro mulheres e quatro homens com idades entre 52 e 88 anos — foram encaminhadas a hospitais da região. Inicialmente, a polícia havia relatado seis feridos, sendo pelo menos um em estado crítico.
Mark Michalek, agente especial do FBI responsável pelo Escritório de Campo de Denver, declarou que o ato está sendo investigado como um caso de terrorismo. “As informações preliminares indicam tratar-se de um ataque direcionado”, afirmou.
O suspeito, identificado como Mohamed Soliman, foi hospitalizado após o ataque. Kash Patel, diretor do FBI, também classificou o evento como um “ataque terrorista direcionado”. Já o procurador-geral do Colorado, Phil Weiser, definiu a ação como um "crime de ódio", citando o perfil das vítimas.
O ataque aconteceu no Pearl Street Mall, movimentado centro comercial próximo à Universidade do Colorado, durante um evento promovido pela entidade Run for Their Lives. A organização realiza caminhadas semanais para lembrar os reféns sequestrados durante a ofensiva do Hamas contra Israel em 2023 e declarou que nunca havia registrado episódios violentos até então.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se manifestou, afirmando que as vítimas foram atacadas "simplesmente por serem judias" e disse confiar que as autoridades dos EUA levarão o agressor à Justiça. Netanyahu também relacionou o ataque ao crescimento de discursos hostis contra Israel e o povo judeu no cenário internacional, alertando sobre a escalada do antissemitismo.
O episódio ocorre em um momento de tensão crescente nos Estados Unidos em relação à guerra em Gaza, com aumento de crimes de ódio e de ações intensificadas por parte de defensores conservadores de Israel. Durante o governo do ex-presidente Donald Trump, protestos pró-Palestina chegaram a ser classificados como antissemitas, e manifestantes foram detidos sem acusações formais, além de cortes de verbas federais para universidades que sediaram tais manifestações.
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