Enviado especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli gera repercussão internacional após declarações ofensivas em TV italiana enquanto enfrenta denúncias de violência, abuso e ligação com escândalos globais.

Ana Beatriz Publicado em 24/04/2026, às 13h13
Paolo Zampolli, enviado especial do governo Trump, gerou controvérsia internacional ao fazer declarações misóginas sobre mulheres brasileiras em uma entrevista à RAI, o que resultou em uma forte repercussão negativa nas redes sociais e na mídia.
O histórico de Zampolli inclui acusações de abuso sexual e violência doméstica feitas por sua ex-esposa, Amanda Ungaro, que também o implicou em conexões com o financista Jeffrey Epstein, aumentando a gravidade das alegações contra ele.
Atualmente, Zampolli enfrenta uma disputa judicial pela guarda do filho e é acusado de usar sua influência política para deportar Ungaro dos Estados Unidos, enquanto suas declarações recentes reabrem o debate sobre violência contra mulheres e a presença de figuras polêmicas no poder.
O enviado especial para Negócios Globais do governo de Donald Trump, o empresário ítalo-americano Paolo Zampolli, se tornou alvo de forte repercussão internacional após uma entrevista à emissora italiana RAI em que fez declarações consideradas misóginas e ofensivas contra mulheres brasileiras.
Durante a entrevista, Zampolli afirmou que “as mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo” e sugeriu que esse comportamento seria recorrente, ao comentar sobre sua ex-esposa, a brasileira Amanda Ungaro.
Em outro momento, o tom das declarações se intensificou, com insultos diretos e generalizações ofensivas contra brasileiras, o que ampliou a repercussão negativa do caso em veículos internacionais e nas redes sociais.
Histórico de acusações
O episódio reacende um histórico controverso envolvendo Zampolli, que foi casado por cerca de duas décadas com Amanda Ungaro, com quem teve um filho. A ex-modelo o acusa formalmente de:
Segundo relatos da brasileira, os episódios de violência foram determinantes para o fim do casamento.
Em entrevistas recentes, Ungaro também fez acusações ainda mais graves, afirmando que o ex-marido teria atuado como intermediador de jovens para o financista Jeffrey Epstein, envolvido em um dos maiores escândalos de exploração sexual dos Estados Unidos.
Conexões com poder e influência
Zampolli não é uma figura periférica. Ele mantém relação próxima com Donald Trump e, nos anos 1990, teria sido o responsável por apresentar o então empresário à modelo Melania Trump.
Além disso, seu nome aparece em documentos e comunicações ligadas ao caso Epstein, o que aumenta o peso das acusações e a atenção internacional sobre sua trajetória.
Outro ponto que elevou o nível de controvérsia foi a revelação de que Zampolli teria tentado influenciar decisões políticas e esportivas, incluindo uma sugestão à FIFA para alterar participantes de uma Copa do Mundo.
Disputa judicial e deportação
O conflito entre Zampolli e Amanda Ungaro também envolve uma disputa judicial pela guarda do filho do casal.
Reportagens indicam que o empresário teria utilizado sua proximidade com o governo americano para acionar autoridades migratórias contra a ex-esposa, o que resultou na deportação dela dos Estados Unidos após anos vivendo no país. Zampolli nega qualquer interferência nesse processo.
Impacto e repercussão
As declarações à TV italiana geraram indignação por reforçarem estereótipos e ataques generalizados contra mulheres brasileiras, além de reacenderem questionamentos sobre a permanência de figuras com histórico controverso em posições próximas ao poder político internacional.
O caso também amplia o debate sobre violência contra mulheres, abuso de influência e a relação entre elites políticas, empresariais e escândalos globais.
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