Rússia lidera ranking de juros reais com taxa de 7,79%, seguida pelo Brasil com 6,54%

Gabriela Thier Publicado em 16/05/2024, às 16h18
Na última quarta-feira (14), o banco central da Argentina anunciou uma redução significativa na taxa básica de juros do país, de 50% para 40% ao ano. Com essa medida, a Argentina deixa de ter a maior taxa de juros nominal (sem descontar a inflação) do mundo.
A queda na taxa argentina abriu espaço para a Turquia, que agora lidera a lista com uma taxa básica de juros em torno de 50%. Esses dados foram divulgados em um levantamento do MoneYou, que periodicamente publica um ranking com as maiores taxas de juros do mundo.
No ranking, o Brasil ocupa a sexta posição, com uma taxa de 10,50% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual (p.p.) no último dia 20 de maio.
Entretanto, quando consideramos o juro real, a Argentina continua com a menor taxa do mundo, registrando -42,36%. Esse saldo negativo se deve à inflação altíssima enfrentada pelo país, que atingiu 289,4% no acumulado de 12 meses até abril.
O juro real é calculado subtraindo-se a taxa de juros nominal do país da inflação prevista para os próximos 12 meses.
Nesse contexto, a liderança do ranking de juros reais pertence à Rússia, com uma taxa de 7,79%. O Brasil ocupa a segunda colocação desde dezembro, quando deixou o topo do ranking, com uma taxa real de 6,54%.
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