Ocorrência somou 27 atendimentos e área afetada segue isolada para análise de segurança

Gabriela Nogueira Publicado em 21/11/2025, às 16h55
Um dia depois do incêndio registrado na Zona Azul da COP30, em Belém, seis pessoas permanecem internadas em unidades de saúde da capital paraense. De acordo com informações das autoridades federais, nenhuma delas sofreu queimaduras. As internações se devem principalmente à inalação de fumaça e a episódios de ansiedade provocados pelo susto durante o incidente.
O boletim divulgado pelo Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde, que acompanha o atendimento médico durante a conferência climática, informa que 27 pessoas receberam assistência após o ocorrido. Deste total, 21 já receberam alta. O órgão destaca que equipes municipais, estaduais e federais seguem monitorando o quadro clínico dos pacientes.
O incêndio começou por volta das 14h e foi rapidamente controlado, levando cerca de seis minutos até que as chamas fossem completamente debeladas. A área precisou passar por avaliação do Corpo de Bombeiros antes de ser liberada. Após a inspeção, o pavilhão foi reaberto às 20h40, quando a organização da conferência confirmou que as condições de segurança estavam restabelecidas. A zona atingida permanece isolada e recebeu uma cobertura provisória para permitir a continuidade do evento.
As causas do fogo ainda não foram esclarecidas. A Polícia Federal investiga o que originou as chamas. O governo do Pará considera a possibilidade de um curto-circuito em um micro-ondas, enquanto o ministro do Turismo, Celso Sabino, levantou a hipótese de que um telefone celular em carregamento possa ter iniciado o incêndio. Somente a perícia deverá confirmar qual versão está correta.
O episódio chamou a atenção de representantes de organizações ambientais e participantes da conferência. Claudio Angelo, do Observatório do Clima, afirmou que nunca houve um incidente semelhante nas três décadas de realização das conferências do clima. Para ele, o acontecimento adiciona um novo ponto de tensão à já complexa relação entre equipes da ONU e a Casa Civil brasileira.
Mesmo após o susto, a programação da COP30 seguiu normalmente, e as autoridades reforçaram que protocolos de segurança continuam sendo atualizados para evitar novos episódios durante o evento.
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