A medida busca melhorar o trânsito no terminal, mas gerou repercussão nas redes sociais

Sabrina Oliveira Publicado em 21/10/2024, às 10h15
O Aeroporto de Dunedin, na Nova Zelândia, chamou atenção com uma medida inusitada para organizar o fluxo de passageiros: placas recomendando que os abraços na área de embarque não ultrapassem 3 minutos. A mensagem, impressa em tons de azul e branco, sugere que despedidas mais demoradas sejam realizadas no estacionamento. A iniciativa logo gerou discussões nas redes sociais, dividindo opiniões entre os usuários.
Daniel De Bono, CEO do aeroporto, explicou que a ideia não é proibir abraços, mas sim evitar congestionamentos nas áreas de embarque e desembarque. Ele ressaltou que a intenção é incentivar o movimento contínuo dos passageiros, evitando obstruções que possam atrasar outros viajantes. "Não estamos dizendo às pessoas quanto tempo elas devem se abraçar, apenas pedimos que deem espaço para quem precisa circular", afirmou Bono em entrevista à emissora RNZ.
Bono mencionou que estudos mostram que 20 segundos de abraço são suficientes para liberar uma dose significativa de oxitocina, o chamado "hormônio do amor", que ajuda a reduzir o estresse e reforçar vínculos emocionais. No entanto, ele ponderou que a nova orientação é uma forma gentil de estimular a circulação eficiente dos passageiros, sem a necessidade de aplicar sanções ou multas.
Nas redes sociais, a medida foi recebida com uma mistura de humor e crítica. Enquanto alguns usuários elogiaram a abordagem como “amigável e leve” para organizar o trânsito no terminal, outros consideraram a sugestão exagerada e insensível. Comentários variaram entre "uma ideia criativa e prática" e "não se pode medir o afeto com um cronômetro".
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