A freira também ajudou a reunir familiares de um médico falecido pela Covid-19 com o papa

Gabriela Thier Publicado em 25/04/2025, às 16h13
Em um momento que comoveu a todos, a freira Geneviève Jeanningros, conhecida por sua ligação especial com o papa Francisco, expressou sua dor pela perda do pontífice. "Era um pai, um irmão, um amigo. Sua ausência será sentida por todos nós", declarou ao serviço de imprensa do Vaticano após uma visita à Basílica de São Pedro, onde esteve pela quarta vez nesta sexta-feira (25).
Geneviève, integrante da fraternidade Irmãzinhas de Jesus, tornou-se um símbolo de afeto e compaixão ao quebrar o protocolo durante o velório público do papa na última quarta-feira. Com a ajuda de um segurança, ela se aproximou do caixão e ficou em silêncio por alguns momentos, visivelmente emocionada, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.
A religiosa revelou que muitas pessoas lhe pediram para que as levasse junto em sua visita ao papa. "Chorei também por eles", disse Geneviève, que expressou a profunda conexão que tinha com o líder religioso.
Durante sua recente visita à Basílica, a freira não apenas rezou diante do caixão do papa Francisco, mas também enviou-lhe um beijo com a mão, conforme relatado pelo Vaticano. Ela estava acompanhada de Laura Esquibel, uma mulher trans paraguaia que tinha uma relação próxima com o pontífice. "Fui a primeira mulher transexual a apertar a mão dele", recordou Esquibel, que teve diversas interações com o papa e até partilhou refeições com ele. Segundo informações, Francisco apreciava as empanadas preparadas por Esquibel.
A irmã Geneviève foi abordada pela mídia internacional em busca de entrevistas sobre seu gesto durante o velório; no entanto, optou por recusar todas as solicitações. "Não consigo falar sobre isso. É demais para mim. Eu gostava muito dele", afirmou com seu característico sotaque francês.
Ao longo de sua vida, Geneviève tem se dedicado a acolher minorias sociais em Roma e reside em um trailer na periferia da cidade. Sua conexão com o papa Francisco remonta a anos atrás, quando ela lhe escreveu logo após sua eleição como pontífice, mencionando uma tia missionária desaparecida na Argentina durante a 'Guerra Suja'. Desde então, a correspondência entre ambos se manteve ativa.
Ademais, a freira desempenhou um papel significativo ao levar familiares de um médico americano falecido devido à Covid-19 para se encontrarem com o papa após o funeral católico ter sido negado devido à orientação sexual do falecido. Este gesto humanitário reforça ainda mais o legado de compaixão que Francisco cultivou durante seu papado.
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