
por Marcelo Emerson
Publicado em 17/07/2025, às 07h43
Após uma década de espera, o Brasil finalmente receberá de volta o som eletrizante do Skillet, banda norte-americana que traz mais do que riffs pesados e refrões explosivos. Em outubro, o grupo se apresenta em São Paulo (24), Belo Horizonte (25) e Curitiba (26), dentro da turnê do álbum Revolution. A pré-venda começa no dia 16 de julho, com venda geral no dia 17, ambas pelo site www.articket.com.br.
Mas o retorno do Skillet vai além de um evento musical. Ele é um lembrete poderoso de que, em uma sociedade marcada por discursos de ódio, hedonismo, violência gratuita e relativismo moral, ainda há espaço — e necessidade — para mensagens que proclamam valores eternos. A banda, formada por John Cooper (vocal e baixo), Korey Cooper (guitarra e teclados), Jen Ledger (bateria e vocais) e Seth Morrison (guitarra solo), não esconde sua fé cristã. Pelo contrário: ela a proclama abertamente em suas letras, postura e presença pública.
E isso não é pouca coisa.
Vivemos dias em que o que é sujo é celebrado, o que é mentiroso é promovido, e o que é destrutivo é tratado como entretenimento. Os valores hegemônicos — competitividade a qualquer custo, egocentrismo, hipersexualização, culto à imagem e à violência — mais se parecem com uma cartilha infernal do que com um projeto de humanidade. É nesse contexto que o Skillet emerge não apenas como banda, mas como símbolo de resistência espiritual. Uma banda que fala de esperança, redenção, luta interior, fé e superação. Em outras palavras: uma banda que aponta para Cristo.
Apoiar o Skillet, portanto, não é apenas curtir um bom show de rock. É um ato de afirmação cultural e espiritual. É dizer que ainda há quem valorize a beleza da fé em meio ao caos. Que ainda há quem cante sobre a luz sem medo de ofuscar as trevas.
Muitos cristãos hesitam em consumir cultura pop por temerem seus desvios morais. Mas quando uma banda como o Skillet se propõe a usar a linguagem jovem — o rock, os palcos, os vídeos, os quadrinhos — para exaltar a Deus, há uma porta aberta para o apoio da comunidade cristã. Porque essa pode ser entendida como uma expressão legítima do Evangelho, dialogando com um público que muitas vezes não entraria em um templo, mas lota uma casa de shows.
O Skillet tem mais de 22 milhões de álbuns vendidos e o single Monster é um dos mais tocados da história do rock, com cinco certificações de platina. A banda já esteve presente em trilhas sonoras da Marvel, da NFL, da WWE, além de conquistar espaço na grande mídia americana. Mesmo assim, mantém sua coerência com a fé que professa — algo raro e admirável.
Que os cristãos brasileiros estejam presentes, cantando alto, mãos para o alto, corações conectados com algo maior. Porque em tempos em que seguir Jesus é nadar contra a corrente, apoiar uma banda como o Skillet é mais do que entretenimento: é contracultura.
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