
por Mara Machado
Publicado em 14/11/2025, às 08h00
No próximo dia 17 de novembro, o mundo volta o seu olhar para uma causa que precisa de atenção permanente: o nascimento prematuro. No Brasil, cerca de 340 mil bebês nascem antes das 37 semanas de gestação todos os anos — o que corresponde a 12% de todos os partos realizados no país. Por trás desses números, estão histórias de famílias que enfrentam desafios emocionais e financeiros, e de uma rede de saúde que precisa estar preparada para acolher, tratar e, sobretudo, prevenir.
A prematuridade figura como uma das principais causas de mortalidade neonatal e pode deixar marcas duradouras no desenvolvimento físico e cognitivo das crianças. No entanto, grande parte desses casos pode ser evitada com um pré-natal bem conduzido. Acompanhamentos regulares, identificação precoce de riscos e atenção integral à gestante são medidas simples, mas de altíssimo impacto. Fatores como má nutrição, infecções e hipertensão arterial, quando monitorados e tratados adequadamente, reduzem de forma expressiva o risco de parto antecipado.
Prevenir, neste contexto, implica em planejar políticas públicas e práticas assistenciais que priorizem o cuidado sustentável com a saúde da mulher. É compreender que o investimento em atenção primária e programas de educação em saúde tem um retorno imensurável, não apenas para as famílias, mas para a sustentabilidade do sistema de saúde.
Quando falamos em saúde sustentável, falamos em um modelo que equilibra qualidade assistencial, uso racional de recursos e bem-estar da população. A prevenção da prematuridade é um exemplo claro disso: ao evitar complicações que exigem longos períodos de internação em UTI neonatal, diminuem-se os custos hospitalares e, ao mesmo tempo, aumenta-se a qualidade de vida das mães e dos bebês. Cuidar melhor é também gastar melhor.
Mas a sustentabilidade na saúde não se faz apenas com recursos financeiros — ela depende de liderança, integração e consciência social. É preciso envolver equipes multiprofissionais, fortalecer redes de apoio às gestantes e valorizar a atuação dos profissionais que, todos os dias, transformam o cuidado em prática. O desafio da prematuridade é, acima de tudo, o desafio de olhar para a saúde de forma sistêmica.
Cada bebê que nasce no tempo certo é uma vitória coletiva. Representa o resultado de políticas eficazes, de uma rede bem estruturada e de um compromisso ético com o futuro. Neste Dia Mundial da Prematuridade, mais do que campanhas de conscientização, precisamos reforçar o compromisso com a gestão da qualidade e com a prevenção — pilares de uma saúde que aprende, evolui e se sustenta.
Porque promover saúde é, antes de tudo, planejar o amanhã.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Exame do IML não detecta lesões em menina de 4 anos; polícia segue com investigação em caso de clube social

Caiado promete pacote de reformas no primeiro dia de governo e inclui mudanças no STF

Thiago Brennand vai se casar com advogada que atua em sua defesa criminal

Justiça bloqueia veículos de empresa de Ana Hickmann em ação por cheques sem fundo

PF investiga suposta fraude financeira no Banco Digimais, ligado a Edir Macedo